Economista é o administrador do Banco de Portugal desde julho deste ano.
O economista Luís Morais Sarmento, escolhido para administrador do Banco de Portugal, disse, esta quarta-feira, no parlamento que não é um "avançado ou ponta de lança" do Governo no banco central e que não é cadastro ter sido secretário de Estado.
Em audição na Comissão de Orçamento e Finanças, em resposta a questões do PS, o economista considerou que "não é cadastro ter exercido funções políticas" e que não faz qualquer sentido dizer que será "um avançado ou ponta de lança" do atual ministro das Finanças no Banco de Portugal (BdP).
"Não acho que haja colonização nenhuma do Banco de Portugal, nao tenho nenhuma dependência relativamente ao Governo", afirmou, recordando que os administradores do banco central gozam de independência do poder político pelos estatutos do sistema europeu de bancos centrais.
O deputado socialista Miguel Costa Matos tinha considerado que Luís Morais Sarmento tem um perfil politizado, recordando que foi secretário de Estado do ministro das Finanças Vítor Gaspar (governo PSD/CDS-PP) e dizendo que participou no movimento político de direita '05 de julho' (fundado em 2019 por Miguel Morgado).
Na resposta, o economista recusou a politização do seu currículo e recordou as funções técnicas que exerceu nos últimos anos, como subdiretor do Departamento de Estatística do Banco de Portugal, e disse que no passado também foi nomeado para funções pelo ex-ministro Teixeira dos Santos (governo PS).
O PSD, por Alberto Fonseca, lamentou o tom do PS e a "politização, partidarização que quer fazer do Banco de Portugal" e recordou que o atual governador do BdP, Mário Centeno, passou de ministro das Finanças (PS) a governador em pouco tempo.
Quanto a outros temas, o administrador nomeado foi questionado sobre o processo conhecido por 'cartel da banca' (na semana passada o tribunal confirmou as multas de 225 milhões de euros da Autoridade da Concorrência aos bancos por concertação no crédito), tendo Luís Morais Sarmento considerado que não poderia elaborar muito sobre um processo que não conhece mas que o Banco de Portugal "tem feito um caminho muito grande" na supervisão comportamental dos bancos.
Ainda assim, considerou que conluios podem acontecer em qualquer mercado e que essa função de fiscalização cabe sobretudo a outras entidades que não o Banco de Portugal.
"As questões da concorrência têm outros atores que devem garantir a concorrência nos diversos setores", disse, considerando que se houver questões de concorrência no setor o Banco de Portugal "deve ser consultado" mas que são outras entidades as mais vocacionadas e que aplicam as punições.
Quanto a fusões de bancos, Luís Morais Sarmento disse que não cabe ao Banco de Portugal imiscuir-se nas estratégias das empresas e que este tem é de "garantir a estabilidade e robustez do sistema" bancário.
Quanto ao salário que vai auferir (superior a 15 mil euros), respondeu que não lhe cabe a si definir o valor e que não é isso que o move, pois no passado aceitou funções menos bem pagas do que as que tinha pelo serviço público.
O Governo nomeou em julho Luís Morais Sarmento para administrador do Banco de Portugal. Após a nomeação, é obrigatória a audição na Comissão de Orçamento e Finanças, que emite parecer, sendo que só depois é que o Conselho de Ministros poderá designar formalmente novo administrador.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.