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Marques Mendes considera presença de Montenegro na campanha "um ato de coerência e de força"

Candidato a Belém vê com naturalidade a participação do primeiro-ministro na sua campanha presidencial.

05 de janeiro de 2026 às 19:31

O candidato presidencial Luís Marques Mendes respondeu esta segunda-feira às críticas sobre a presença do líder do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, num almoço da sua campanha, considerando que se tratou de "um ato de coerência e de força".

"Vi aí várias opiniões, incluindo de candidatos, meus adversários, a dizerem que é um ato de fraqueza o primeiro-ministro ter participado ontem num ato da minha campanha eleitoral. Eu devo dizer que penso exatamente o contrário, a participação de Luís Montenegro na minha campanha eleitoral não é um ato de fraqueza, é um ato de coerência e é um ato de força", defendeu.

Discursando num almoço com apoiantes em Coimbra, na campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, Luís Marques Mendes considerou que "a coisa mais normal do mundo em democracia é que um líder político participe numa campanha política e numa campanha presidencial".

"E para aqueles que passam a vida a invocar Sá Carneiro a torto e a direito, com razão ou sem ela, vale a pena recordar que Sá Carneiro morreu a participar numa campanha presidencial e a apoiar um candidato presidencial", referiu.

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP salientou também que "é um ato de força", "de convergência" e "de solidariedade".

"E é um pouco antecipar aquilo que desejo fazer no futuro, ser um Presidente da República que não é nem apoiante nem adversário do Governo. A missão de um Presidente da República é ter uma cooperação institucional, estratégica e leal com o Governo, este ou qualquer outro, para ajudar a resolver os problemas do país e, ao mesmo tempo, ser muito firme a reclamar e exigir resultados", sustentou.

Luís Marques Mendes considerou que "é esse também o sinal da presença de ontem do primeiro-ministro na campanha eleitoral", um "ato de força pela união, força pela convergência, força pelo entendimento, força pela firmeza em torno dos resultados para Portugal".

"É o que interessa nesta ocasião. Não é defender este ou aquele Governo, mas é defender os portugueses em relação aos problemas que têm e que precisam de ser alterados. Mais do mesmo não é solução, nós temos que mudar", defendeu.

O candidato a Presidente da República insistiu também num apelo ao voto útil, avisando que "uma grande dispersão de votos na área do centro não é bom para a democracia", e "só favorece o populismo e o experimentalismo".

"O importante não é dispersar votos, é concentrar votos. E é concentrar votos naquela candidatura que é a candidatura simultaneamente da experiência, da capacidade, da moderação, da agregação, da abrangência. [...] A concentração de votos é neste momento a questão essencial para tornar um voto verdadeiramente útil, necessário e eficaz", advogou.

Neste almoço, que decorreu na Instituição Particular de Solidariedade Social Casa dos Pobres, Luís Marques Mendes procurou também voltar a contrariar as acusações de que é o candidato do Governo, alegando que é "muito independente" e indicando que quer "ser um Presidente da República isento e imparcial".

"Porque é isso que manda a nossa tradição política, é isso que determina a nossa Constituição, é isso que os portugueses querem, sejam eles mais à esquerda ou mais à direita, e porque essa é também a minha maneira de ser e não vai ser aos 68 anos de idade que me vou descaracterizar", salientou.

Marques Mendes afirmou ainda que entrou na corrida a Belém "por Portugal" e não "por uma questão de currículo ou de carreira política".

À saída desta iniciativa de campanha, Marques Mendes foi abordado por estudantes da Associação Académica de Coimbra, que entregaram ao candidato o seu "manifesto jovem para as eleições presidenciais".

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