Deputado do Chega, Pedro Pinto, acusa Ana Paula Martins de incompetência após a morte de três pessoas alegadamente por atrasos na assistência médica.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, garantiu esta quinta-feira que a ministra da Saúde vai continuar no Governo, depois de o Chega acusar Ana Paula Martins de incompetência após a morte de três pessoas alegadamente por atrasos na assistência médica.
"Os problemas da saúde não se resolvem com demissões nem com jogadas políticas e político-partidárias. Resolvem-se com convicção, com competência, com insistência, com resiliência, e é para isso que este Governo, este primeiro-ministro e a ministra da Saúde estão no Governo e vão continuar no Governo", afirmou o chefe do executivo, no debate quinzenal na Assembleia da República.
Montenegro afirmou que o executivo que lidera está "a resolver os problemas estruturais da saúde, a reforçar os meios disponíveis, a tomar as medidas legislativas que conferem maior capacidade de gestão, a ter efetivamente ganhos na eficiência do sistema, que apesar das dificuldades, responde com mais rapidez que há um ano", motivando fortes aplausos de pé da bancada do PSD e do deputado do CDS Paulo Núncio.
Antes, o deputado do Chega Pedro Pinto tinha questionado Montenegro se iria demitir a ministra da Saúde, que acusou de incompetência.
"Mais uma vez o seu governo falhou e estamos perante o colapso total do SNS e da saúde em Portugal", disse Pedro Pinto, depois de recordar as três mortes ocorridas esta semana.
"Isto não é o Botsuana, não é o Bangladesh, é Portugal e o estado em que deixaram a saúde", criticou o deputado do Chega, que classificou as políticas do Governo para a saúde como "um desastre".
Perante a recusa de Montenegro em demitir Ana Paula Martins, Pinto comentou que a governante "tem sete vidas".
"Já teve casos e casinhos e o senhor primeiro-ministro continua a aguentá-la, como se fosse a última coisa a fazer (...) O senhor primeiro-ministro disse que as coisas se resolvem com competência, não é com a incompetência da senhora ministra", criticou.
O primeiro-ministro defendeu a necessidade de fazer "uma avaliação rigorosa e criteriosa" das ocorrências, ao contrário de um "discurso político mais tremendista e oportunista, que tira conclusões precipitadas"-
Pedro Pinto questionou Luís Montenegro sobre as ambulâncias disponíveis, afirmando que "elas existem", mas "tem falhado a coordenação no SNS".
Montenegro respondeu que "os meios que estão neste momento ao abrigo deste dispositivo excecional integram a totalidade da disponibilidade das ambulâncias", referindo que estão contratualizados, até final de fevereiro, 27 postos de emergência médica sazonal, tendo sido adicionados mais oito meios na região de Lisboa e seis na Margem Sul, face à identificação de "uma necessidade acrescida".
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