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Ministra rejeita baixar idade da reforma

Maria do Rosário Palma Ramalho diz que "não é sustentável financeiramente" e que não há margem para despesa extra de 2,5 mil milhões de euros.

09 de maio de 2026 às 01:30

A ministra do Trabalho quer negociar o pacote laboral com o Chega, mas rejeita desde já baixar a idade da reforma, a condição que foi imposta pelo partido de André Ventura para o aprovar. “Não é sustentável financeiramente e vai onerar não só a Segurança Social do presente como também as pensões futuras”, justificou Maria do Rosário Palma Ramalho, em entrevista ao ‘Observador’. A governante argumentou que a medida levaria a que a descida da taxa de substituição acelerasse: os portugueses passariam a ter uma menor percentagem do salário convertido em pensão mais cedo do que o previsto.

“Além disso, é em contraciclo com tudo o que se passa na Europa. Ainda agora, a Dinamarca, que é sempre apresentada como um modelo, aprovou uma lei para passar a reforma para os 70 anos. Isso está a acontecer porque a nossa esperança de vida aumentou”, disse ainda. O Governo calcula em 2,5 mil milhões de euros o custo de baixar a idade legal de aposentação, dos atuais 66 anos e 9 meses para os 65. Rosário Ramalho, que falhou um acordo com os parceiros na Concertação Social, está confiante de que o pacote vai avante. “No Parlamento, à esquerda e à direita, já negociámos muitos diplomas, alguns que toda a gente apostaria que nunca passavam, e conseguimos. E eu acredito que o Chega também é sensível ao objetivo essencial desta reforma, que é, em ultima análise, subir os salários”, afirmou.

André Ventura acusou a ministra de “defraudar os eleitores” por recusar à partida uma proposta da qual desconhece detalhes. “Podemos retroceder alguns meses para já e iniciar um caminho de descida. Vai depender da negociação”, explicou. Antes, tinha sido ele o alvo do secretário-geral do PS. José Luís Carneiro considerou que o líder do Chega está a promover uma “traição às mais jovens gerações”, cujas pensões ficariam comprometidas.

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