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Correio da Manhã

Política
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Ministro da Economia diz não existirem preocupações sobre stock farmacêutico

Siza Vieira garantiu que o surgimento de novos casos de Covid-19 não vai "mudar de forma radical" estas circunstâncias.
Lusa 4 de Março de 2020 às 12:10
Pedro Siza Vieira
Pedro Siza Vieira FOTO: Estela Silva/Lusa
O ministro da Economia afirmou esta quarta-feira não existirem "preocupações" ao nível do abastecimento e 'stocks' de produtos no setor farmacêutico e garantiu que o surgimento de novos casos de Covid-19 não vai "mudar de forma radical" estas circunstâncias.

"Tive ainda anteontem [segunda-feira] uma reunião com um conjunto de setores da economia portuguesa e do lado do setor farmacêutico e desta matéria, não há, neste momento, preocupações relativamente a abastecimento e stocks'", garantiu Pedro Siza Vieira.

O ministro, que falava aos jornalistas à margem de uma visita ao CEiia - Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, em Matosinhos, assegurou também que o Governo está "preparado para responder e apoiar as empresas" e que a situação vai continuar a ser "calmamente" gerida.

"Vamos continuar calmamente a gerir a situação, a tomar as decisões relevantes com base na melhor informação disponível e perceber que mais um caso hoje, dez amanhã, não vão mudar de forma radical, neste momento, as circunstâncias que estão presentes", disse.

Questionado pelos jornalistas se havia algum protocolo de apoio, nomeadamente, às empresas, Pedro Siza Vieira realçou que, apesar de esta não ser uma doença "grave" é, no entanto, "muito contagiosa" e que o objetivo passa agora por "conter a sua propagação".

"Quanto mais conseguirmos conter a propagação da doença, menos gente ficará doente ao mesmo tempo, menos gente estará a sobrecarregar os nossos serviços de saúde e menos impacto económico terá esta doença", referiu, acrescentando que o novo caso de surto de Covid-19 em Portugal, à semelhança dos restantes, foi contraído fora do país.

"Este caso é como todos os outros, o caso de uma pessoa que veio infetada de fora, aquilo que continuamos a tentar assegurar é que conseguimos conter a velocidade de propagação da doença", concluiu.

O surto do novo coronavirus, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou cerca de 3.200 mortos e infetou mais de 93 mil pessoas em 78 países, incluindo cinco em Portugal.

Das pessoas infetadas, cerca de 50 mil recuperaram.

Além de 2.983 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.

Um português tripulante de um navio de cruzeiros está hospitalizado no Japão com confirmação de infeção.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou cinco casos de infeção, dos quais quatro no Porto e um em Lisboa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para "muito elevado".

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