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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Ministro da Educação defende papel primordial da escola na promoção da cultura

Fernando Alexandre vincou que "não há educação sem cultura. Uma educação que não tenha a dimensão cultural muito presente é uma educação que não cumpre a sua missão".

18 de outubro de 2025 às 15:17

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, defendeu este sábado, nos Açores, que a escola é a primeira promotora do contacto com a cultura e disse que a educação não pode estar centrada apenas nos manuais escolares.

"Não há educação sem cultura. Uma educação que não tenha a dimensão cultural muito presente é uma educação que não cumpre a sua missão", afirmou o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, na conferência "Cultura, Educação e Território no Lugar do Amanhã", a primeira iniciativa, realizada no auditório Luís da Camões, no âmbito do projeto PDL26 - Capital Portuguesa da Cultura.

"Se a educação se reduzisse àquilo que vem nos manuais escolares de Matemática, Português ou Ciências da Natureza seria uma educação muito limitada", sustentou o ministro, na intervenção, tendo sublinhado o compromisso do Governo com a promoção da igualdade de oportunidades "no acesso a uma educação de qualidade em todo o território nacional", incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e Madeira.

"Continuamos a ter muitas desigualdades no acesso à educação no território nacional e também nas Regiões Autónomas. E, isso para quem tem responsabilidade na área da educação é algo que não podemos nunca esquecer", prosseguiu.

Fernando Alexandre vincou que cultura e educação são indissociáveis.

"A cultura nas suas diversas variantes tem uma dimensão de identidade, de apuramento e de desenvolvimento dos sentidos, essencial à formação do ser humano", considerou.

Para o ministro da Educação, "o contacto com a leitura, a poesia, a música, o teatro ou o cinema dentro da escola é fundamental", destacando o trabalho do Plano Nacional das Artes, desenvolvido pelas áreas governativas da Cultura e da Educação, com o objetivo de tornar as artes mais acessíveis aos cidadãos.

"Temos que conseguir levar aos estudantes, aos alunos para dentro da escola, a leitura, a poesia, a música, o teatro, o cinema. Quando temos um gosto pela poesia, pelo cinema, pelo teatro, devemos continuar", sustentou Fernando Alexandre, que disse ter sempre a seu lado um livro de poesia.

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