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Montenegro defende que processo de paz na Ucrânia implica "sentar a Rússia à mesa" negocial

Primeiro-ministro português admite que a posição do Kremlin pode ser um ponto de viragem.

27 de maio de 2026 às 18:08

O primeiro-ministro português afirmou esta quarta-feira que, tal como defendeu no passado, "uma paz duradoura" na Ucrânia implica "sentar a Rússia" na mesa de negociações, admitindo que a posição do Kremlin pode ser um ponto de viragem.

De acordo com vários órgãos de comunicação social, que citam a agência estatal russa RIA-Novosti, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, avançou esta quarta-feira que o Presidente russo, Vladimir Putin, está disponível para negociar com a Europa.

"O que eu posso dizer é que fui agora mesmo confrontado com essa notícia que, a verificar-se, vai precisamente ao encontro daquilo que eu tenho dito e que alguns dos meus colegas da União Europeia também têm dito: o processo de paz na Ucrânia carece também de sentar à mesa a Rússia", afirmou Montenegro, numa breve declaração aos jornalistas à saída do debate quinzenal no Parlamento.

Para o primeiro-ministro português, "a Europa não pode estar eternamente dependente da intermediação" dos que têm tentado "com todo o mérito" garantir uma paz justa e duradoura na Ucrânia.

"A Europa deve tomar a iniciativa de fazer o estabelecimento desse diálogo com as partes envolvidas, com a Ucrânia naturalmente e também com a Rússia", afirmou.

"Essa é a forma de podermos efetivamente alcançar um processo de paz que possa configurar uma nova etapa e nos possamos concentrar na reconstrução da Ucrânia e no restabelecimento das condições de paz e de segurança na Europa", afirmou.

Questionado se esta posição do Kremlin pode ser um ponto de viragem na guerra da Ucrânia, respondeu: "Acho que sim".

Em abril, ma cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Chipre, Montenegro afirmou ser "preciso estabelecer diálogo com a Rússia para resolver os conflitos" em que está envolvida, afirmando concordar com a sugestão de Trump para que Putin participe na próxima cimeira do G20.

"É preciso estabelecer diálogo com a Rússia para resolver os conflitos em que a Rússia está envolvida. Portanto, desse ponto de vista, como observador externo - Portugal, que não faz parte do G20 -, eu não tenho nenhum problema em vislumbrar aspetos positivos nessa inclusão", defendeu então.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, estará aberto a conversações com a Europa sobre o conflito na Ucrânia e a segurança europeia, revelou esta quarta-feira o Kremlin, citado pela agência estatal russa RIA-Novosti.

A garantia foi dada pelo porta-voz do Kremlin ao jornal russo Izvestia. Dmitri Peskov afirmou que a "arquitetura de defesa" do continente é impossível sem a participação dos países europeus.

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