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Montenegro estima que prejuízos já ultrapassam mais de 4 mil milhões de euros

Primeiro-ministro afirma que o Governo está a usar todos os instrumentos para fazer face ao prejuízo.

06 de fevereiro de 2026 às 14:08

O primeiro-ministro estimou esta sexta-feira que os prejuízos causados pelo mau tempo já ultrapassam os 4 mil milhões de euros, assegurando que o Governo vai recorrer a "todos os instrumentos financeiros" possíveis.

Luís Montenegro visitou esta sexta-feira, sem informação prévia à comunicação social, o pavilhão municipal de Santarém que acolhe deslocados que foram retirados de casa, local onde estavam alguns jornalistas e aproveitou para fazer um ponto de situação do recurso aos apoios já disponibilizados pelo Governo.

"Relativamente à recuperação de casas, já temos esta sexta-feira cerca de 450 pessoas que recorreram à plataforma para aceder ao apoio que está disponibilizado. Em termos de agricultores, já há mais de 1.200. Em termos de empresas, também cerca de 1.200. Estamos a falar já de uma disponibilidade financeira que ultrapassa os 350, 400 milhões de euros, no conjunto de todas estas ajudas", salientou, em declarações transmitidas por algumas televisões que estavam no local.

O primeiro-ministro foi ainda questionado se Portugal irá recorrer a fundos europeus para financiar estes apoios.

"Nós estamos a usar todos os instrumentos e usaremos todos os instrumentos financeiros para poder fazer face a um nível de prejuízos que nós estimamos, neste momento, já ultrapassou os quatro mil milhões de euros", afirmou.

Entre esses instrumentos, Montenegro incluiu "recursos privados (como as companhias de seguros) e recursos públicos.

"Nós teremos de ter capacidade de financiamento, temos o Orçamento do Estado, temos uma reorganização dos fundos disponíveis, incluindo o PRR, e teremos também outros fundos aos quais nos estamos a candidatar e que estamos em permanente contacto com os organismos", afirmou, sem detalhar.

O primeiro-ministro acrescentou ainda que já estão no terreno seis das 12 carrinhas móveis que foram anunciadas no Conselho de Ministros de quinta-feira, bem como 275 Espaços de Cidadão já "hoje abertos e disponíveis para receber as pessoas, para ajudá-las a preencher os formulários online, para elas poderem acelerar este procedimento".

"Também aproveito o vosso trabalho e a vossa colaboração para poder fazer chegar àqueles que já têm condições de poder ver televisão esta informação. Por esta via, ou através de todas as outras plataformas digitais, de rádio, poderem saber que podem dirigir-se aos espaços do Cidadão, às Juntas de Freguesia", salientou.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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