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Montenegro recusa "abuso" de atribuir excesso de mortalidade a falta de assistência

Primeiro-ministro respondeu ao líder do PS que Governo está a avaliar as razões para estes números.

21 de janeiro de 2026 às 17:37

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou esta quarta-feira "um abuso" atribuir o excesso de mortalidade registado em Portugal a "falta de assistência", respondendo ao líder do PS que o Governo está a avaliar as razões para estes números.

No debate quinzenal de hoje, o secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, apontou os dados da agência que, na Europa, monitoriza o número de óbitos e apontou "mais de 20% de óbitos em Portugal do que aquilo que era expectável".

"Quero dizer ao senhor primeiro-ministro que lhe não farei aquilo que fez aos governos do PS quando estava na oposição, mas quero fazer-lhe uma pergunta muito clara: deu ou não instruções aos serviços do Ministério da Saúde para apurar as causas deste número anormal de óbitos ou não?", apontou, considerando que se deve saber se as mortes foram "por falta de assistência médica, por falta de emergência hospitalar, por falta de resposta da emergência pré-hospitalar".

Na resposta, o chefe do executivo respondeu que está a ser feita uma avaliação para se saber de forma mais aprofundada as razões por trás destes números.

"Não é, naturalmente, expectável nós podermos ter já uma conclusão definitiva, mas o senhor deputado não vai ignorar que quer o Governo, quer seguramente todas as forças políticas neste arlamento, estarão muito convergentes no sentido de ter um respeito absoluto pelas causas que possam estar por trás deste registo e que, sinceramente, será um abuso poder considerar nesta ocasião que estejam relacionadas com falta de assistência", defendeu Montenegro.

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