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Correio da Manhã

Política
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Moreira "muito preocupado" com greve que afeta circulação da metro do Porto

Greve dos trabalhadores da EMEF está a provocar "o caos".
20 de Abril de 2018 às 18:24
Rui Moreira
Rui Moreira
Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto
Rui Moreira
Rui Moreira
Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto
Rui Moreira
Rui Moreira
Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto
O presidente da câmara do Porto, Rui Moreira, disse esta sexta-feira estar "muito preocupado" com a greve dos trabalhadores da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), empresa que faz a manutenção das carruagens da Metro do Porto.

"É um facto inédito. É uma situação que nunca tinha ocorrido e não quero acreditar que uma situação destas que envolve qualquer coisa como 30 mil euros e já terá sido negociado com os sindicatos e está preso numa gaveta qualquer, vá transformar a vida de 200 mil cidadãos ou mais num inferno", disse Rui Moreira.

O autarca, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de início de operação na Rede STCP de autocarros elétricos e a gás natural que esta tarde decorreu no Museu do Carro Elétrico no Porto com a presença do ministro do Ambiente, frisou que se a greve se mantiver "muitas pessoas ficarão prejudicadas".

"Não sendo esta uma competência dos municípios, ao contrário do que acontece com a STCP, é algo que me preocupa muito", sublinhou.

A greve dos trabalhadores da EMEF no Porto está a provocar "o caos" no metro, segundo fonte sindical, que na segunda-feira, em declarações à agência Lusa, garantiu estarem a circular apenas metade das 72 viaturas existentes.

Paulo Milheiro, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários (SNTF), disse que, por falta de manutenção, "dos 72 veículos existentes [no metro do Porto] estão a andar menos de 40", sendo que, "no final do mês, provavelmente não haverá metro".

"Os metros vão saindo de linha conforme as avarias e depois chegam às oficinas e não têm ninguém para fazer a manutenção", explicou o dirigente sindical.

De acordo com o dirigente do SNTF, as perturbações na circulação do Metro do Porto são ainda resultado da greve de três horas por turno que decorreu de 29 de março a 12 de abril nas oficinas de Guifões, em Matosinhos, mas a situação não chegará a normalizar porque está marcada nova paralisação, nos mesmos termos até final do mês de abril, desta feita nas duas oficinas da EMEF no Norte (Guifões e Contumil).

Antes disso, os trabalhadores das oficinas de Guifões e Contumil já tinham estado em greve entre 12 e 16 de março, estando atualmente em curso (desde o passado dia 07 até dia 22) uma outra greve nas oficinas dos Alfa pendulares em Contumil.

De acordo com Paulo Milheiro, em causa estão aumentos salariais e a atualização do subsídio de turno, sendo a reivindicação base a atribuição aos trabalhadores da EMEF das "mesmas condições" de trabalho dos trabalhadores da Comboios de Portugal (CP).

Em todo o país existem cerca de dez oficinas da EMEF, num total que ultrapassa um milhar de funcionários, estando agendada uma greve parcial nacional nos dias 26 e 27 e em análise a realização de uma paralisação de um dia inteiro em maio.
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