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Nova guerra de palavras entre Cavaco e Marcelo

Ex-Presidente e Chefe de Estado entram em choque sobre nomeação da nova PGR.

29 de setembro de 2018 às 01:30

Começa a tornar-se um hábito anual. O caso mais recente envolve a nomeação da nova procuradora-geral da República, Lucília Gago, que Cavaco Silva classificou como uma decisão "muito estranha", crítica que Marcelo Rebelo de Sousa entendeu ser-lhe dirigida.

Tal como no final de agosto de 2017, o ex-Presidente da República e o atual Chefe de Estado voltaram esta semana, com indiretas recíprocas, a ‘guerrear-se’ com palavras.

"Sou levado a pensar que esta decisão política de não recondução de Joana Marques Vidal é talvez a mais estranha tomada no mandato do Governo que geralmente é reconhecido como geringonça", atirou quarta-feira Cavaco Silva.

"Quem nomeia as procuradoras-gerais da República (PGR) são os Presidentes, não são os governos", retorquiu no dia seguinte Marcelo, adiantando que, "por cortesia e sentido de Estado", não comenta nem ‘ex’ nem futuros Presidentes.

Há um ano, na Universidade de Verão do PSD, Cavaco socorreu--se de Emmanuel Macron, de "palavra escassa", para criticar a "verborreia frenética" de outros. Marcelo ressentiu-se e pediu, um dia depois, "um certo dever de reserva e contenção, em particular nas relações com antecessores ou sucessores".

AS FRASES

"Esta decisão [...] é talvez a mais estranha [...] do Governo reconhecido como Geringonça."

Aníbal Cavaco Silva

"a nomeação da procuradora--geral da República foi minha e de mais ninguém."

marcelo Rebelo de Sousa

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