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"O que pretendemos é dar um novo impulso ao trabalho feito por António Costa", disse o líder socialista.
Pedro Nuno Santos entra sexta-feira no 24º Congresso do PS, que o consagrará como líder socialista, a prometer "um novo ciclo" de reformas, concertação social, estabilidade governativa e a acusar as forças de direita de radicalismo político.
Estas foram algumas das principais linhas políticas seguidas pelo ex-ministro das Infraestruturas e da Habitação desde que apresentou a sua candidatura a secretário-geral do PS em 13 de novembro passado, seis dias depois de António Costa ter apresentado a sua demissão das funções de primeiro-ministro.
"O que pretendemos é dar um novo impulso ao trabalho feito por António Costa nos últimos oito anos e abrir um novo ciclo de reformas em Portugal. Neste novo ciclo, só o PS está em condições de assegurar um projeto de governabilidade, que garanta estabilidade, defenda das instituições democráticas, desenvolva e reforme o Estado social e acelere a transformação da economia", declarou na sua recente mensagem de Ano Novo.
No exercício de cargos governativos, entre novembro de 2015 e dezembro de 2022, Pedro Nuno Santos foi primeiro secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares (até março de 2019) e depois ministro das Infraestruturas e da Habitação. No plano político, sobretudo a partir de 2018, foi transmitindo vários sinais de demarcação à esquerda face à linha seguida pelos executivos a que pertencia.
Porém, aberto o processo interno de sucessão de António Costa no cargo de secretário-geral do PS, tendo pela frente na corrida à liderança José Luís Carneiro - adversário que se reclamou do espaço moderado -, Pedro Nuno Santos procurou recentrar-se ou reposicionar-se em vários domínios, principalmente em relação ao legado do seu antecessor.
"Os socialistas têm muito orgulho em António Costa e nos resultados alcançados pelos governos do PS por si liderados. Esperamos contar com ele na campanha das eleições legislativas", disse. Mas foi mais longe: "António Costa é o melhor político português" e "espero que possa ter a oportunidade de continuar a servir o país, seja cá ou fora de Portugal".
Ainda para contornar o rótulo de ser da ala esquerda do PS, o novo líder socialista destacou o apoio que recebeu do socialista Francisco Assis, conotado com a corrente mais à direita do partido. E no plano da economia afirmou-se um entusiasta das virtudes do diálogo social.
Acusado de ser um radical socialista por dirigentes do PSD, IL e Chega, ensaiou uma resposta: "Tudo aquilo que digo não é ser radical, não é ser moderado, é ser socialista. Confunde-se em Portugal radicalismo e ter convicções. Eu tenho convicções e sou frontal", alegou.
Quem é radical, pelo contrário, segundo Pedro Nuno Santos, é o atual PSD, partido agora "contagiado" pelo discurso "desregulador e anti-Estado social" da Iniciativa Liberal e, sobretudo, "pelo extremismo do Chega".
"Diria que um eventual Governo do PSD com a Iniciativa Liberal seria um Governo mais à direita do que o de Passos Coelho", declarou numa entrevista à SIC.
Usou também o Chega com o objetivo de lançar a desconfiança sobre a promessa de Luís Montenegro de que o PSD não fará acordos de Governo com esse partido. Apontou como exemplo o caso dos Açores, ao mesmo tempo que disse identificar cada vez maiores semelhanças entre a linguagem atual dos sociais-democratas e a que é utilizada por André Ventura.
Numa campanha interna em que recusou debates com os seus adversários na corrida à liderança do PS, o atual secretário-geral do PS tentou nesse período, sobretudo, vincar linhas de demarcação face ao PSD.
Entre outros episódios, aproveitou o anúncio do PSD de que criará um grupo de trabalho antes de decidir a nova localização do aeroporto de Lisboa para acusar os sociais-democratas de "arrastarem os pés", apresentando-se, em contrapartida, como um político de ação, que não gosta de adiamentos e que quer fazer obra.
Se em relação ao PSD procurou ainda desacreditar o plano proposto por Luís Montenegro para aumentar os rendimentos dos idosos mais pobres, usando como argumento a ideia de que o Governo de Pedro Passos Coelho cortou pensões e salários entre 2011 e 2015, já no que respeita aos partidos à esquerda do PS Pedro Nuno Santos pouco ou nada falou, o que evidenciará as suas preferências de ordem estratégica em termos de entendimentos governativos.
Foi claro quando disse que se recusará a suportar um Governo liderado pelo PSD, mas optou até hoje por não se comprometer com a reedição de um executivo socialista com suporte do BE, PCP, Livre e PAN. A este propósito, de significativo, na noite em que foi eleito secretário-geral do PS, disse que não gosta de chamar "Geringonça" ao primeiro Governo liderado por António Costa. E explicou porquê: "Aquilo de Geringonça não teve nada. Aquilo foi mesmo estável e funcionou bem. Foi sólido", considerou.
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