Barra Cofina

Correio da Manhã

Política

PS antecipa que negociação do Orçamento para 2019 com parceiros de esquerda será mais difícil

Palavras foram proferidas por Carlos César no final da audiência com o Presidente da República.
Lusa 28 de Maio de 2018 às 17:11
Carlos César na audiência com o Presidente da República
Carlos César na audiência com o Presidente da República
Carlos César na audiência com o Presidente da República
Carlos César na audiência com o Presidente da República
Carlos César na audiência com o Presidente da República
Carlos César na audiência com o Presidente da República
Carlos César na audiência com o Presidente da República
Carlos César na audiência com o Presidente da República
Carlos César na audiência com o Presidente da República
Carlos César na audiência com o Presidente da República
Carlos César na audiência com o Presidente da República
Carlos César na audiência com o Presidente da República

O presidente do PS manifestou-se esta segunda-feira confiante na manutenção da estabilidade política no país, mas antecipou que a negociação do Orçamento para 2019 com os parceiros de esquerda, no último ano da legislatura, "será mais difícil".

Estas palavras foram proferidas por Carlos César no final da audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, reunião que durou cerca de uma hora.

"Estamos no último ano desta legislatura e é natural que cada um dos partidos queira salientar diferenças que são naturais e verdadeiras. Portanto, é sempre mais difícil o último orçamento, mas será certamente o momento em que se afirmará a estabilidade política", sustentou o presidente do PS.

Tendo ao seu lado a secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, o presidente dos socialistas assumiu que a questão da estabilidade política e do Orçamento do Estado para 2019 foi um dos temas abordados na audiência com o chefe de Estado.

Depois de avisar que não iria transmitir qualquer elemento sobre a forma como essa questão foi abordada na audiência com o Presidente da República, Carlos César assumiu que, para o PS, o processo de aprovação da proposta do Governo de Orçamento do Estado será mais complexo em termos negociais.

"Acreditamos que este Orçamento do Estado conhecerá a sua aprovação. Tal como os anteriores, a negociação com os nossos parceiros reveste-se de complexidade, porque todos sabemos que o PS tem opções diferentes em várias matérias face ao PEV, PCP e Bloco de Esquerda", começou por referir.

No entanto, Carlos César apontou depois que o PS está habituado a trabalhar em conjunto com o Bloco de Esquerda, PCP e PEV.

"Conhecemos as diferenças e valorizamos aquilo em que podemos ter convergência - a convergência necessária para que este Orçamento seja bom e seja aprovado e que esta legislatura culmine com uma governação com resultados que a todos se deve", acrescentou, numa alusão ao Bloco de Esquerda, PCP e PEV.

No final da audiência com o Presidente da República, Carlos César foi também foi confrontado com o desafio feito pelo presidente do PSD, Rui Rio, para que o Governo baixe o imposto sobre produtos petrolíferos face ao aumento do preço dos combustíveis para os consumidores.

Carlos César respondeu: "Vindo de um partido que foi o campeão dos impostos em Portugal, essa [proposta] não poderia ter maior credibilidade".

Depois, o presidente do PS remeteu a política fiscal sobre os combustíveis para a discussão do Orçamento do Estado para 2019.

"Essas matérias sobre política fiscal serão tratadas no momento próprio, no próximo Orçamento do Estado", referiu.

Em relação à forma como decorreu a audiência com o chefe de Estado, o líder parlamentar socialista disse que o PS transmitiu "a vontade de que se prossiga o exercício das atividades governativas na melhor colaboração e cooperação institucional com o Presidente da República, com todos os restantes órgãos de soberania e instâncias dos poderes regional e local".

"Tem sido muito importante esta experiência de Governo com uma componente parlamentar muito acentuada e que tem permitido um acordo para além do partido do Governo e um diálogo com o Presidente da República, o que tem reforçado a estabilidade política no nosso país, a previsibilidade com reforço da credibilidade nacional na dimensão externa", afirmou Carlos César.

Este clima institucional, de acordo com o líder parlamentar socialista, tem sido "muito importante para a confiança dos investidores e dos consumidores".

"Não estamos certamente no melhor dos mundos, mas estamos num país que se distingue no plano europeu pela qualidade do seu crescimento económico e pela sua capacidade de criar emprego e de manter a estabilidade política e social", acrescentou.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)