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PAN pede mais diálogo e JPP quer resposta conjunta dos órgãos de soberania aos impactos da guerra

Partidos debateram propostas no parlamento esta quinta-feira.

19 de março de 2026 às 13:49

O PAN pediu esta quinta-feira ao Governo "uma política mais dialogante", sem excluir partidos, enquanto o JPP defendeu que executivo, parlamento e Presidente da República encontrem de "forma construtiva e responsável" respostas para minimizar o impacto da guerra.

O último a fechar a ronda das primeiras audiências aos partidos com assento parlamentar da era de António José Seguro como Presidente da República foi o deputado único do JPP, Filipe Sousa, que elogiou a abordagem do novo chefe de Estado e disse partilhar as preocupações em áreas como a habitação, a saúde e os impactos das guerras.

"Seguramente irão afetar o custo de vida dos portugueses e que o Governo e o parlamento e a Presidência da República têm que estar de uma forma construtiva e responsável no sentido de encontrar as melhores soluções para minimizar o impacto desses conflitos", defendeu.

Filipe Sousa transmitiu ainda ao Presidente da República que avançou com um projeto de resolução para a regionalização, esperando que em breve se abra "um espaço de debate para construir uma solução no sentido de dividir o país em regiões administrativas".

O deputado único do JPP mostrou-se satisfeito com o facto das comemorações do 10 de junho terem em consideração a celebração dos 50 anos das autonomias regionais, estando previsto o Presidente da República marcar presença no dia 12 de junho, na Madeira.

Sobre o subsídio de mobilidade, o eleito pela Madeira destacou "ainda algumas reservas" porque tem acompanhado os "avanços e recuos relativamente a esse facto".

Antes, o Presidente da República recebeu a porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real.

Também em declarações aos jornalistas no Palácio de Belém, a deputada única saudou a escolha do Presidente da República de fazer a sua primeira Presidência aberta em zonas afetadas pelo mau tempo, considerando ser "fundamental esta política de proximidade".

Depois das tempestades, segundo a deputada, os portugueses estão agora a sofrer os efeitos da guerra no Médio Oriente pelo que são precisas "respostas do Governo, que os apoios cheguem o quanto antes às pessoas, mas também que o Governo continue ou que promova uma política mais dialogante".

Inês de Sousa Real manifestou abertura para votar diplomas no parlamento que permitam diminuir os custos de vida e combater "o impacto da inflação" e pediu ao Governo que dialogue com todos os partidos, e não apenas com alguns.

"O PAN tem assinalado isto várias vezes e assinalámos também ao Presidente da República a importância de Luís Montenegro falar e dialogar com todos os partidos da oposição e não apenas com o Chega ou com o PS, porque os portugueses estão cansados de mais do mesmo, o bloco central político, e até mesmo a extrema-direita que tem procurado causar dano e erosão na nossa democracia", defendeu.

No dia em que são debatidos no parlamento propostas de PSD, Chega e CDS-PP relativas à identidade de género, a porta-voz do PAN assinalou que o Seguro "poderá fazer toda a diferença para que direitos, liberdades e garantias não retrocedam".

A deputada única assinalou também que, além da indicação dos juízes do Tribunal Constitucional, está em cima da mesa a escolha dos membros do Conselho da Ação Climática e pediu "uma nomeação paritária nesses órgãos".

Inês de Sousa Real salientou que os deputados são eleitos "para representar as pessoas e as causas" que defendem, e "não para mera conveniência política ou partidária".

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