Marta Ferreira
JornalistaO parlamento aprovou esta quarta-feira o nono diploma do estado de emergência do Presidente da República, com efeitos de quinta-feira até 30 de janeiro.
Este diploma modifica o estado de emergência atualmente em vigor, com novas normas que se aplicam nos últimos dois dias desse anterior decreto, que termina às 23h59 de sexta-feira, e renova-o por mais quinze dias, desde as 00h00 de sábado, 16 de janeiro, até às 23h59 de 30 deste mês.
Acompanhe a votação do diploma em direto:
Eduardo Ferro Rodrigues dá início à sessão
Eduardo Ferro Rodrigues dá início à sessão apesar de ainda faltarem alguns elementos do Governo.
António Costa ausente da sessão
O primeiro-ministro António Costa não estará presente nesta sessão.
José Luís Carneiro é o primeiro a ter a palavra
José Luís Carneiro é o primeiro a ter a palavra. O deputado do PS afirma que é preciso tomar medidas para proteger as pequenas e microempresas bem como garantir os empregos.
"As medidas anunciadas pelo MAI são a prova do Governo querer diminuir as limitações", afirma.
O deputado descreve ainda o que foi aprendido com a pandemia em 2020 e garante que o SNS tem provado ser "resiliente". "O SNS tem sido robustecido caso contrário teria colapsado na primeira fase desta pandemia", afirma.
"Temos pela frente momentos muito difíceis, mas juntos vamos vencer", conclui.
Ricardo Batista Leite alerta que profissionais de saúde vão ser obrigados a escolher
Ricardo Batista Leite, deputado do PSD, sublinha "10 meses de profissionais esgotados" que, se as previsões se confirmarem, terão de escolher.
Afirma que é preciso fazer mais do que confinar e testar mais pode ser o caminho.
O PSD aprova o novo estado de emergência afirmando que "com o confinamento vamos todos sofrer, que não seja em vão".
Pedro Filipe Soares diz que Governo tem feito pouco e chegado tarde
Pedro Filipe Soares, do BE, diz que Governo tem feito pouco e chegado tarde, por isso, o Bloco de Esquerda se vai abster.
"As contratações têm sido poucas", sublinha o deputado acusado o Governo de correr atrás do prejuízo e que os profissionais de saúde continuam em ponto de rutura.
Pedro Filipe Soares sublinha ainda que os computadores prometidos aos estudantes tardam em chegar "tantos meses depois".
João Oliveira destaca "situação económica dramática" em Portugal
João Oliveira do PCP diz que "situação económica em Portugal é dramática" e é necessário, urgentemente, reforçar o sistema nacional de saúde.
Destaca um sistema de saúde em sobrecarga e uma situação nos lares igualmente preocupante.
O deputado do PCP afirma ainda que a pressão agora sentida é muito superior à da primeira vaga da pandemia.
Telmo Correia do CDS diz que "situação está fora de controlo" em Portugal e acusa Governo de abordagem errada no Natal
Telmo Correia do CDS sublinha que situação está fora de controlo em Portugal e acusa o Governo de "abordagem errada no período de festas" no Natal.
O deputado afirma que não é a primeira vez que o executivo falha, já no verão ocorreu a mesma abordagem errada.
Telmo Correia defende que o "resultado [das medidas do Natal] está à vista".
O partido aprova o novo confinamento porque se não fossem os estados de emergência anteriores "seguramente estávamos muito piores".
PAN vota a favor mas sublinha que este "não é cheque em branco"
Inês Sousa Real, do PAN, defende que a nova variante do Reino Unido não tem sido devidamente acautelada nos aeroportos.
"O estado de emergência não deve ser banalizado", defende Inês Sousa Real. A deputada afirma ainda que nos meses de maior controlo da pandemia se devia ter antecipado o que viria a seguir reforçando o SNS.
Defende que o partido vai votar a favor do novo estado de emergência mas afirma que este não é "um cheque em branco" passado ao Governo e que este precisa de ouvir mais os especialistas.
Conclui que deve haver o devido planeamento para que "ninguém fique para trás".
Mariana Silva diz que o estado de emergência "não era necessário"
Mariana Silva, dos Verdes, sublinha o trabalho exemplar do SNS, mas conclui que este deveria ter sido reforçado.
O mesmo reforço deveria ter ocorrido nas escolas com a contratação de mais professores, mais auxiliares de educação.
A deputada afirma ainda que para controlar a pandemia não fazia falta o estado de emergência.
Defende ainda que é necessário um apoio às contas da eletricidade até ao final do confinamento.
Chega diz que Governo não se soube preparar para a terceira vaga
Chega diz que Governo não se soube preparar nem para a segunda nem para a terceira vaga. O líder do partido, André Ventura, afirma que o "Governo não se preparou para uma tragédia previsível".
O deputado do Chega lembra que António Costa disse que o país não aguentava outro estado de emergência e acusa Portugal de ser "dos que menos gasta no combate à pandemia".
"Os socialistas nunca souberem sequer gerir uma crise, quanto mais uma guerra. Que Deus permita que a direita volte ao poder a Portugal para dar a resposta que o país precisa", afirmou ainda o deputado acusando o PS de não ter sabido gerir a pandemia.
Iniciativa Liberal diz que o "Governo falhou"
Iniciativa Liberal diz que o "Governo falhou" no combate à pandemia e lançou fortes críticas ao executivo.
João Cotrim Figueiredo diz que a prova dos erros do governo está nos "dados dos últimos 15 dias". O deputado diz os vários estados de emergência não ajudaram a controlar os números que se mantêm descontrolados.
"O decreto [presidencial] mostra que não se aprendeu nada e que em vez de arrepiar caminho o Governo ensaia uma fuga para a frente", conclui.
O IL vota contra a renovação do estado de emergência.
Joacine Katar Moreira sublinha "a pandemia da pobreza" e lança farpa a André ventura
Joacine Katar Moreira sublinha "a pandemia da pobreza" e lança farpa a André ventura.
Diz que medida mais eficaz de combate à pandemia é "o aumento do salário mínimo nacional para os 900 euros".
"Não se pode exigir confinamento se a questão da habitação não estiver resolvida quando as pessoas não têm dificuldade em satisfazer necessidade de aquecimento, alimentares", sublinha acrescentando que "a pandemia da pobreza agrava a pandemia sanitária".
"É a guerra que devemos travar, a única necessária", diz, atirando uma farpa a André Ventura.
Joacine anuncia que não vai votar favoravelmente.
Cristina Rodrigues alerta para pressão no SNS
A deputada não inscrita Cristina Rodrigues afirma que votar favoravelmente pelo novo estado de emergência é uma medida para aliviar a pressão sobre o SNS.
"Não votar a favor do estado de emergência é irresponsabilidade", conclui.
Ministro da Administração Interna diz que já se vacinaram 82 mil cidadãos e atira-se à direita
Eduardo Cabrita fecha o debate de renovação do estado de emergência. O ministro da Administração Interna revela que já se vacinaram 82 mil cidadãos contra a Covid-19 e defende a atuação do Governo durante esta pandemia. "Portugal é um país que deu na resposta sanitária uma mobilização adequada", assegura.
Eduardo Cabrita atira-se ainda à direita, que acusa o Governo de ter falhado por ter aliviado as medidas no Natal, afirmando que não foi o Governo que queria abrir restaurantes de manhã e à tarde.
Cabrita refere que são precisas mais medidas restritivas e mecanismos de defesa dos mais frágeis. Sublinha ainda que já foram feitos seis milhões de testes e "testa mais do que França, Itália, Alemanha e Suécia" em resposta ao que foi dito por André Ventura.
Sobre as medidas atempadas Cabrita critica o partido de Ventura: "O Chega esteve ausente na tomada atempada das medidas necessárias para o voto no dia 17."
Cabrita anuncia alargamento do lay-off com pagamento dos salários a 100%
Cabrita anuncia alargamento do lay-off com pagamento dos salários a 100% para dar resposta à pressão a que estão sujeitos os portugueses.
O ministro afirma ainda que moratórias e direitos de utilização de documentos caducados também serão alargados.
Parlamento aprova Estado de Emergência até 30 de janeiro
O Parlamento aprova Estado de Emergência até 30 de janeiro. PS, PSD, CDS, o PAN e deputada não inscrita Cristina Rodrigues garantiram a aprovação com votos favoráveis.
O BE absteve-se e PCP, Verdes, Chega, Iniciativa Liberal e Joacine Katar Moreira votaram contra.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.