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Patrões acenam com subida salarial após negociações

Dirigentes da UGT tomam uma decisão sobre o pacote laboral a 9 de abril.

25 de março de 2026 às 01:30

 A Confederação Empresarial de Portugal tem um plano para aumentar o rendimento dos portugueses, fazendo crescer os ordenados e a economia. “O primeiro-ministro propôs, há relativamente pouco tempo, a subida do salário mínimo [para 1600 euros até 2029] e aparentemente ninguém ligou a esse objetivo. Nós queremos dizer que ligámos e queremos contribuir para que ele seja possível”, afirmou o presidente da CIP, à entrada para mais uma reunião entre Governo, patrões e sindicatos sobre as alterações às leis do trabalho.

Armindo Monteiro, que não esclareceu se as metas serão as mesmas de Luís Montenegro, disse que a apresentação da proposta acontecerá “assim que terminarem” as negociações para o pacote laboral. O encontro de terça-feira, no Ministério do Trabalho, em Lisboa, durou quatro horas, voltou a não incluir a CGTP e chegou ao fim com os parceiros sociais a falarem lado a lado, o que ainda não tinha acontecido. Acordaram que revelariam pouco do que se tinha passado e que para alcançar um entendimento, que nunca esteve tão próximo, é preciso mais tempo.

“Há muitas coisas que ainda falta discutir”, sublinhou o secretário-geral da UGT. Mário Mourão não tomará uma decisão sem ouvir os dirigentes da central sindical, que junta o secretariado nacional, a 9 de abril. Desde julho, o pacote laboral foi debatido em mais de 50 reuniões, que resultaram em consenso das partes sobre mais de 70 de 100 normas. Das medidas acrescentadas ao anteprojeto do Executivo, 24 foram iniciativas da UGT.

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