Paula Santos adiantou que vai também avançar com a fixação em 20 euros do preço do gás de botija.
O PCP anunciou, esta terça-feira, no Parlamento, que vai propor um aumento intercalar das pensões de 50 euros, com efeitos retroativos a julho, e a fixação do salário mínimo nacional em 1100 euros em 2027.
Em conferência de imprensa, na Assembleia da República, a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, adiantou que vai também avançar com a fixação em 20 euros do preço do gás de botija, assim como uma intervenção ao nível dos preços dos combustíveis e do cabaz alimentar para "combater a especulação".
"Propomos que haja uma intervenção para retirar os aspetos especulativos da formação de preços, seja nos alimentos, seja nos combustíveis. Por isso, avançamos com uma iniciativa para o controle de preços no cabaz alimentar e nos combustíveis", afirmou Paula Santos.
A líder da bancada comunista referiu que o seu partido não ignora as consequências no aumento do preço dos combustíveis resultantes da "agressão por parte dos Estados Unidos ao Irão" e que é preciso no plano diplomático uma intervenção pôr fim a essa guerra.
"Mas há também um aproveitamento especulativo por parte dos grupos económicos que levam a um aumento dos preços. Verifica-se um aumento enorme ao nível das margens de lucro na refinação no setor energético e, por isso, é necessário intervir" neste domínio, sustentou.
Paula Santos apontou depois que o controlo de preços dos combustíveis é feito nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
"Portanto, não estamos a falar num outro qualquer país no mundo, estamos a falar de Portugal. E não consta que haja carência combustível nas regiões autónomas", justificou.
Já no que respeita à intervenção para fixar em 20 euros o gás de botija, o PCP refere que é "uma fonte de energia bastante utilizada por muitas famílias do país".
"Ninguém compreende que em Portugal o preço da garrafa de gás seja o dobro do que é praticado em Espanha", rematou Paula Santos.
Para responder ao aumento do custo de vida, neste início de sessão legislativa, a bancada comunista entregou um projeto para consagrar "um aumento intercalar das pensões em 2026, no valor de 50 euros por pensionista, com retroativos a 01 de julho de 2026.
"Estamos a falar de 50 euros por mês. Significa que terá efeitos também do ponto de vista da atualização das pensões nos anos seguintes. É isto que é necessário e não apoios que sejam pontuais. É necessário tomar efetivamente medidas estruturais que permitam, de facto, responder ao aumento do custo de vida por parte dos reformados", defendeu.
Outra medida para combater a inflação preconizada pelo PCP é o aumento do salário mínimo nacional para 1100 euros em 2027.
"Os salários são extremamente baixos e esse é um dos elementos que contribuem para que muitos trabalhadores e suas famílias vivam em situação de grande dificuldade. É preciso melhorar as condições de vida, é preciso enfrentar os preços elevados que estão neste momento a agravar as condições de vida. É preciso combater a pobreza, o que exige o aumento significativo e a valorização efetiva por parte dos salários", acrescentou.
Perante os jornalistas, a presidente da bancada do PCP criticou "as profundas desigualdades e injustiças que se vão agravando no país", ao mesmo tempo que "os lucros da banca, os lucros das empresas do setor energético, os lucros dos grupos económicos, também no setor da grande distribuição, do setor das telecomunicações e das seguradoras -- lucros de facto colossais -- têm vindo a aumentar".
Neste contexto, Paulo Santos classificou como urgente "um ajuste" no que respeita à distribuição da riqueza".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.