Governante garantiu ainda que "todos os procedimentos e etapas para a construção do novo aeroporto estão a ser cumpridas".
O ministro das Infraestruturas afirmou que "o tempo dos sucessivos adiamentos e da indecisão acabou" e sublinhou que todas as etapas do futuro aeroporto Luís Vaz de Camões, no Campo de Tiro de Alcochete, estão a ser cumpridas.
Na inauguração das obras de modernização do Terminal 2 do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, Miguel Pinto Luz declarou: "Vimos ali obras muito interessantes. À boa maneira portuguesa, muitos de vós diriam que quando este aeroporto estiver pronto não vai ser preciso um novo, porque isto vai servir para gerações. Desenganem-se", referiu.
E aproveitou para deixar um recado à gestora dos aeroportos: "[Deixo] aqui uma mensagem muito clara à ANA: o tempo dos adiamentos acabou. Teremos o novo aeroporto Luís Vaz de Camões", assegurou.
O governante garantiu ainda que "todos os procedimentos e etapas para a construção do novo aeroporto estão a ser cumpridas" e anunciou que "a ANA ainda este mês vai entregar a primeira fase do relatório ambiental", reforçando o compromisso com prazos e transparência.
O Terminal 2 recebeu quatro novas portas, sete portas renovadas e conta com mais espaço de circulação, lugares sentados e tecnologia aplicada a todas as portas de embarque, num investimento de 20 milhões de euros.
Segundo o ministro, estas intervenções permitem que o aeroporto "sirva os portugueses nos próximos 10 a 12 anos, com qualidade", respondendo ao crescimento do tráfego e às necessidades do turismo nacional.
O presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, afirmou que "cada segundo ganho no controlo de segurança é uma decisão com impacto humano. Este espaço está preparado para o presente e atento ao futuro", destacando que o terminal está agora mais "fluido, confortável e sustentável".
No terreno, decorrem as obras de expansão do 'pier sul' do Terminal 1, que será dotado de 10 novas portas de embarque com pontes telescópicas e terá uma área de 33 mil metros quadrados. No total, as obras preveem mais de 300 milhões de euros em investimentos em infraestruturas e serviços aeroportuários em Lisboa.
A empreitada, a cargo do consórcio liderado pela Mota-Engil e que integra a Vinci, HCI e Alves Ribeiro, conta atualmente com 150 trabalhadores, número que poderá chegar aos 650 no pico da obra, com conclusão prevista para o final do próximo ano.
Pinto Luz sublinhou que estas intervenções refletem "obras para gerações" e que "adiamentos, o tempo dos 'waivers', aquele termo em inglês que ouvíamos tantas vezes nas notícias, acabou", destacando a coordenação entre o Governo, a ANA e os reguladores para garantir que os projetos avancem conforme planeado.
O ministro concluiu que as melhorias nos terminais e a expansão em curso garantem infraestruturas capazes de acompanhar o crescimento do tráfego aéreo e do turismo, afirmando que os aeroportos devem "servir os portugueses e o país com qualidade, eficiência e transparência".
O plano em curso inclui não só obras nos terminais, mas também modernização das áreas de embarque e sistemas de controlo, aumento de conforto, sinalética e acessibilidade, garantindo maior eficiência operacional e redução dos tempos de espera, enquanto se prepara a infraestrutura para a futura expansão com o novo aeroporto Luís Vaz de Camões.
As obras em curso preveem também, numa fase posterior e ainda dependente de aprovação por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o aumento da capacidade de 38 para 45 movimentos por hora.
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