Ministro da Defesa afirma que o País está a investir na área espacial, dando como exemplo a produção de satélites.
O Ministro da Defesa propôs esta quinta-feira ao seu homólogo angolano alargar a cooperação militar para o domínio espacial, num encontro que serviu para fazer um balanço do atual programa bilateral, com uma execução de 70%.
"Eu tive a oportunidade de entregar ao senhor ministro da Defesa [de Angola, João Ernesto dos Santos] aquilo que é uma missiva do Governo português para aprofundar com o Governo de Angola a colaboração também na área do espaço", afirmou Nuno Melo à margem da 21.ª Sessão da Comissão Mista de Defesa Portugal-Angola, que decorreu em Oeiras (Lisboa).
Até agora centrada nos domínios "terra, mar e ar", a parceria entre os dois países deverá integrar a componente aeroespacial, disse o ministro português, salientando que Portugal está a investir fortemente nesta área e exemplificando com o programa "Constelação do Atlântico", que visa a produção de satélites no país.
"Nós queremos alargar a colaboração no domínio do espaço", reforçou o ministro português, salientando a importância estratégica deste setor para ambos os Estados.
Para o ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, de Angola, General João Ernesto dos Santos, a avaliação do programa "é bastante positiva" devido à sua implementação, que atingiu 70% das ações programadas entre 2022 e 2026.
Segundo João Ernesto dos Santos, estão em curso os trabalhos que visam implementar a totalidade das ações do Programa-Quadro de Cooperação no Domínio da Defesa entre Angola e Portugal 2022-2026, bem como a perspetivação de novas ações para o período 2027-2030.
"A avaliação que nós fazemos [do programa] é bastante positiva. Positiva porque estamos a trabalhar em estreita colaboração, estamos a trabalhar para o fortalecimento permanente das relações existentes entre os Ministérios da Defesa, Portugal e Angola, incluindo as respetivas Forças Armadas", salientou o ministro angolano.
Além do setor aeroespacial, a reunião abordou áreas críticas como a saúde militar, indústrias de defesa, formação e ensino de quadros angolanos em Portugal.
Questionado sobre as compensações aos antigos combatentes africanos que serviram Portugal na Guerra Colonial, Nuno Melo disse que foram dedicadas umas palavras durante a reunião "a essa memória histórica e ao esforço dos combatentes portugueses e africanos", e que agradeceu ao ministro da Defesa angolano "toda a contribuição e o empenho de Angola, naquilo que teve a ver com (...) a transladação de militares".
"Temos também muita atenção àquela que é a memória histórica relacionada com o tempo em que muitos militares foram mobilizados, de Portugal e dos territórios ultramarinos", destacou o governante.
O ministro português recordou ainda o investimento de mais de 5,8 mil milhões de euros do Programa SAFE para o reequipamento das Forças Armadas portuguesas, as medidas de apoio social e habitação para os militares, implementadas ao longos dos últimos 19 meses.
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