Eleitores são aconselhados a levar caneta e álcool-gel de casa. Mais de 246 mil inscreveram-se, inclusive para evitar aglomerações. Só em Lisboa, esperam-se 33 mil pessoas.
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É um número recorde: mais de 246 mil portugueses ‘escapam’ este domingo ao confinamento geral para escolher o próximo Presidente da República. Ao todo, inscreveram-se no voto antecipado 246 880 pessoas.
É nas grandes cidades que se sentirá maior fluxo. Em Lisboa, estão inscritas 33 364 pessoas. No Porto, outras 13 280. Em Coimbra, são 9201. Estes eleitores inscreveram-se entre 10 e 14 de janeiro e receberam ontem uma mensagem de texto a confirmar o local de voto.
O voto em mobilidade tem também o objetivo, nesta eleição, de distribuir o eleitorado por dois dias, evitando aglomerações. Ao longo dos últimos dias, os candidatos presidenciais apelaram ao voto antecipado. Nomes da política, como a bloquista Catarina Martins ou o liberal João Cotrim de Figueiredo, dão hoje o exemplo.
Apesar de existirem canetas e álcool-gel nos locais de voto, os eleitores são aconselhados a levá-los de casa. Haverá diferentes momentos de desinfeção das mãos.
Quem está inscrito mas não quiser ou puder ir votar hoje, pode apresentar-se a 24 de janeiro, mas apenas na freguesia onde está recenseado. É o caso de Marcelo Rebelo de Sousa que, apesar de inscrito em Lisboa, só deverá votar no dia das eleições, em Celorico de Basto.
10 mil escolhem presidente na própria casa
Cerca de 10 mil portugueses vão votar na própria casa, por estarem infetados com Covid-19 ou sob vigilância. Até às 18h00 de ontem, “estavam já inscritos 9636 eleitores para votarem nessa modalidade de voto antecipado”, adiantou o Ministério da Administração Interna ao CM. Segundo a lei, os eleitores em isolamento têm até hoje para poder inscrever-se nesta modalidade de voto.
dois envelopes para garantir voto secreto
Quem vota neste domingo recebe o boletim de voto e dois envelopes. Após escolher o candidato, deve dobrar o boletim e pô-lo no envelope branco. Depois de fechado, esse envelope é colocado dentro de um outro envelope, de cor azul, onde é identificado o eleitor. Assim, é garantido todo o secretismo até o voto ser contado, já na freguesia onde o eleitor se encontra recenseado.Os votos dos eleitores em isolamento obrigatório, que votam em casa, serão recolhidos a 19 e 20 de janeiro. Depois, essas mesmas urnas serão desinfetadas e cumprirão uma quarentena de 48 horas num local arejado. Para a contagem, os boletins de voto deverão ser manuseados com luvas.
cruzamento de dados deixa isolados sem se registar
Há eleitores em isolamento que não se conseguem registar para votar, apesar de cumprirem todos os critérios. O Governo explicou ao CM que é necessário o nome destes “constar do sistema de registos” gerido pela DGS. Assim, a barreira pode ser explicada pelo facto de ainda não ter sido feito o cruzamento dos dados.
boletins ficam dois dias de quarentena após recolha
Os votos dos eleitores em isolamento obrigatório, que votam em casa, serão recolhidos a 19 e 20 de janeiro. Depois, essas mesmas urnas serão desinfetadas e cumprirão uma quarentena de 48 horas num local arejado. Para a contagem, os boletins de voto deverão ser manuseados com luvas.
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