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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Presidente da República garante que "2023 acabou com mais desafios e mais difíceis do que aqueles que havia começado"

Marcelo Rebelo de Sousa, falou ao país para a habitual mensagem de Ano Novo no Palácio de Belém. 

01 de janeiro de 2024 às 20:07

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou esta segunda-feira ao país para a habitual mensagem de Ano Novo no Palácio de Belém. 

"Um bom 2024 para todos vós. Há um ano disse-vos que 2023 poderia ser decisivo no mundo, na Europa e em Portugal e foi", começou por dizer. 

"Ficou claro que a Guerra na Ucrânia está para durar. Ficou claro que enquanto durarem as guerras os que mais sofrem são os mais pobres, dependentes e excluídos", acrescentou.

Em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que "ficou claro que o efetivo acesso à saúde, habitação, educação e solidariedade social é peça chave para existir justiça e crescimento" e asseverou para que a população esteja atenta e motivada para as eleições de março. "Devería-mos estar todos atentos e motivados para as eleições de março", disse.

"2023 acabou com mais desafios e mais difíceis do que aqueles que havia começado. 2024 será aquilo que os votantes em democracia quiserem em Portugal em março e na Europa em junho", garantiu.

"Porque votamos nas eleições europeias, para essas eleições, para percebermos como vai ser o tempo imediato na Europa, no medo, como na abertura, e na recuperação económica", acrescentou.

Na mensagem, que durou cerca de sete minutos, o Presidente da República lembrou que em 2024 se assinalam os 50 anos da revolução de 25 Abril que derrubou a ditadura do Estado Novo e que "há meio século, por esta altura, em 1 de janeiro de 1974, final de 1973, em Portugal, as contas já não eram certas, o primeiro choque petrolífero abanava a economia, a situação em África degradava-se rapidamente, e os que emigravam ultrapassavam um milhão".

"Há meio século, com censura e sem liberdade de organização e ação política, não era possível votar-se livremente, e os que podiam votar eram apenas dois milhões em cerca de dez. E os votados todos de um só partido, que se chamava associação política", apontou, antes de apelar ao voto nas eleições regionais dos Açores, nas legislativas e nas europeias. 

O chefe de Estado afirmou saber que "o voto não é tudo", mas realçou que "sem voto não há liberdade nem democracia".

Marcelo Rebelo de Sousa espera que o novo ano seja "um ano de maior esperança" e garante que "o voto não é tudo, mas sem voto não há liberdade nem democracia".

"É o povo e só o povo quem mais ordena, quem mais decide a pensar no seu futuro, no futuro de Portugal", concluiu.

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