Objetivo da visita é reforçar a cooperação política, científica e empresarial com o país asiático.
O primeiro-ministro parte esta segunda-feira para a Coreia do Sul, onde fará uma visita de dois dias para procurar reforçar a cooperação política, científica e empresarial com um país que é a décima economia do mundo.
António Costa chega a meio da manhã de terça-feira a Seul acompanhado pelos ministros da Economia, António Costa Silva, da Ciência e Ensino Superior, Elvira Fortunato, e das Infraestruturas, João Galamba, e pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Francisco André.
"Esta visita destina-se a reforçar e aprofundar os laços político-diplomáticos e também económicos entre os dois países. Passam 23 anos desde a última visita de um primeiro-ministro português à República da Coreia, António Guterres", observa o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco André, em declarações à agência Lusa.
Francisco André aponta depois que esta visita vai ocorrer "algumas semanas antes da próxima cimeira institucional entre a União Europeia e a Coreia, em maio - uma cimeira que servirá para aproximar a República da Coreia também da União Europeia".
A parte institucional do programa de António Costa em Seul vai acontecer na quarta-feira, com destaque para a reunião com o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Han Duck-soo, à qual se seguirá uma cerimónia de assinatura de instrumentos jurídicos.
"No âmbito desta visita iremos promover e fomentar o ensino da língua portuguesa na Coreia, através da assinatura de um protocolo para a criação de um novo leitorado na Universidade de Hankuk. Vamos também assinar um protocolo de entendimento entre o Instituto Camões e a Koica, que é a agência coreana de cooperação, para fomentar projetos conjuntos de cooperação triangular. Queremos fomentar cada vez mais projetos de desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento, designadamente no continente africano", realça Francisco André.
Ainda de acordo com o membro do Governo português, a visita do primeiro-ministro vai também servir também para aprofundar o relacionamento bilateral na ciência, na investigação e desenvolvimento.
"O objetivo é projetar ainda mais aquilo que já existe. Nós hoje temos doze instituições do Ensino Superior em Portugal que já trabalham com instituições coreanas. E temos já cerca de quinze projetos do programa Horizonte Europa e do programa Eureka onde há equipas conjuntas de Portugal e da Coreia", assinala.
Do ponto de vista político, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação assinala que "a República da Coreia tem estado em sintonia com as posições portuguesas e europeias na condenação da Rússia pela invasão ilegal e injustificável da Ucrânia".
"Tem havido um grande alinhamento nessas prioridades. E, quanto à Coreia do Norte, Portugal tem sido sempre solidário" face ao executivo de Seul "no quadro das Nações Unidas", salienta o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.
Na quarta-feira, num ponto do programa com forte caráter simbólico, após um almoço que lhe será oferecido pelo primeiro-ministro sul-coreano, António Costa desloca-se ao cemitério nacional, em Seul, onde irá depor uma coroa de flores no Memorial da Guerra da Coreia.
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