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Primeiros 100 dias do segundo mandato de Moedas marcados por aproximação ao Chega

Grupo de vereadores do PS considera que o orçamento aprovado "tornou evidente a redução do investimento municipal".

19 de fevereiro de 2026 às 12:51

A vereação do PS na Câmara Municipal de Lisboa considerou esta quinta-feira que os primeiros 100 dias do segundo mandato do presidente Carlos Moedas, que se assinalam esta semana, ficaram marcados pela aproximação política ao Chega e ausência de estratégia.

"Os primeiros 100 dias do segundo mandato de Carlos Moedas na Câmara Municipal de Lisboa ficam marcados por recuos políticos, ausência de soluções estruturais e dependência do Chega para a aprovação de decisões relevantes na governação da cidade", afirmou o grupo de vereadores do PS, em comunicado.

Os socialistas apontaram que o orçamento municipal e o novo regimento da câmara foram aprovados com o apoio do Chega, "permitindo alterações que reduzem o espaço de intervenção da oposição e o escrutínio democrático", bem como a entrega de um pelouro a uma vereadora que se desfiliou do partido de extrema-direita são sinais daquele alinhamento político.

Para o PS, o orçamento aprovado "tornou evidente a redução do investimento municipal", reduzindo a capacidade de resposta pública de habitação, de resposta à degradação do parque escolar e de resposta à necessidade de reforço dos serviços públicos locais.

Como principal partido da oposição à liderança PSD/CDS-PP/IL, o PS na câmara de Lisboa realçou também que, nos primeiros 100 dias de mandato do novo executivo, foram rejeitadas todas as suas propostas, com o apoio do Chega, em áreas como a habitação, mobilidade, apoio ao comércio local e resposta às consequências das intempéries.

No caso da crise habitacional em Lisboa, pressionada pelo turismo, os socialistas consideraram que a aprovação do novo Regulamento do Alojamento Local "representou um recuo face às propostas inicialmente apresentadas, permitindo o aumento do número de registos na cidade até às 25 mil, quando a consulta pública apontava para um limite máximo de 12 mil".

Já na área da gestão da limpeza urbana, o PS acusou o executivo de não avançar como prometido com as mudanças anunciadas em campanha, continuando "sem uma solução estruturante para um problema que continua visível em toda a cidade".

O atual executivo municipal de Lisboa tomou posse no dia 11 de novembro de 2025, um mês depois das eleições autárquicas, em que Carlos Moedas foi reeleito, pela coligação PSD/CDS-PP/IL.

O PS integra a oposição com quatro vereadores sem pelouros atribuídos (Alexandra Leitão, Sérgio Cintra, Carla Madeira e Pedro Anastácio).

A Lusa pediu uma entrevista ao presidente da Câmara, sobre os primeiros 100 dias de mandato, mas o pedido foi recusado.

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