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Carlos Moedas diz que recentes intempéries não se comparam com cheias de 2022

“Este é o momento de agir e é isso que eu e a minha equipa continuaremos a fazer”, afirmou Carlos Moedas.

12 de fevereiro de 2026 às 18:28

O presidente da Câmara de Lisboa disse esta quinta-feira que as recentes intempéries na capital afetaram sobretudo vias de circulação e afirmou que não se comparam com outras situações complexas, como as cheias de 2022.

"Continuaremos a acompanhar uma situação que ainda é bastante sensível e preparados para, a cada momento, responder com as medidas que se revelem as mais adequadas para os nossos munícipes", disse Carlos Moedas (PSD), em resposta escrita à agência Lusa.

Questionado sobre se a governação PSD/CDS-PP/IL vai apresentar alguma proposta de apoio aos munícipes e empresas do concelho afetadas pelas recentes intempéries, depois de a vereação do PS ter defendido a criação de um programa municipal de emergência "Lisboa Protege+", o autarca do PSD respondeu que "este não é o tempo para demagogia e oportunismo político".

“Este é o momento de agir e é isso que eu e a minha equipa continuaremos a fazer”, reforçou Carlos Moedas.

A vereação do PS em Lisboa defendeu hoje a criação de um programa municipal de emergência para apoiar famílias, comércio local, associações, coletividades desportivas e equipamentos afetados pelas recentes intempéries, com a dotação inicial de 3 milhões de euros, referindo que a proposta será apresentada na sexta-feira, na reunião privada do executivo municipal.

Em resposta à agência Lusa, o presidente da Câmara de Lisboa disse que a principal prioridade no momento tem sido a recuperação das múltiplas estruturas, infraestruturas, equipamentos, pavimentos, candeeiros, retirada de árvores caídas, entre outros, que têm afetado o espaço público da cidade.

“Todo o levantamento de estragos e prejuízos tem vindo a ser feito com prontidão e, infelizmente, com o número de danos materiais a aumentar de dia para dia, na sequência das condições meteorológicas severas com que o país se tem debatido, continua a ser realizado”, adiantou.

O autarca realçou ainda o trabalho de prevenção e preparação que a capital tem feito “para estes cenários mais complexos” de intempéries, através de “um conjunto de obras absolutamente decisivas e que complementam, desde já, o Plano Geral de Drenagem de Lisboa”, que está a ser implementado.

“São disso exemplos o túnel de Sete Rios em que, graças a um novo troço, se evitam as cheias na zona das Laranjeiras, que durante tantos anos fustigaram este ponto da cidade”, expôs, destacando também o funcionamento de uma bacia de retenção na Praça de Espanha e um novo coletor no Beato, assim como o reforço dos coletores da Avenida de Berna e da zona do Martim Moniz, que estão a contribuir para evitar cheias.

A par destes investimentos em infraestruturas, considerados “estruturantes”, foram criados e reforçados todos os meios para emergências e socorro com o funcionamento do Conselho Municipal de Proteção Civil, que reúne a Proteção Civil Municipal, bombeiros e Polícia Municipal, sublinhou o presidente da câmara, reforçando que este dispositivo tem, “desde a primeira hora”, respondido de forma “exemplar e preventiva” a todas as solicitações e necessidades da cidade.

Afirmando que a governação da cidade sabe “muito bem” quais as prioridades, desde logo a necessidade de restabelecer, “o mais rapidamente possível”, o funcionamento e as valências das estruturas afetadas, Carlos Moedas disse que as ocorrências registadas são, “felizmente, na sua larga maioria relacionadas apenas com vias de circulação, pavimentos e infraestruturas”.

“Não podemos comparar situações que, até ao momento, nada têm a ver com outras situações complexas e da necessidade de apoios a pessoas e comerciantes como as que a cidade viveu nas cheias de 2022”, frisou.

Após as chuvas fortes que ocorreram entre 07 e 14 de dezembro de 2022, a Câmara de Lisboa, sob presidência de Carlos Moedas, avançou com o programa Recuperar + de apoio às famílias e ao comércio afetado pelas cheias, tendo contabilizado “um prejuízo total de 49 milhões de euros”.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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