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PS considera que Governo decretou calamidade tardiamente e que faltou comunicação

Líder da bancada parlamentar do PS diz que a Ministra da Administração Interna "é uma não existência".

29 de janeiro de 2026 às 15:47

O PS considerou esta quinta-feira que o Governo decretou tardiamente o estado de calamidade nas áreas mais afetadas pela tempestade Kristin e que faltou uma comunicação às populações por parte da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral.

"A senhora ministra da Administração Interna, que é o topo da Proteção Civil, é uma não existência", declarou o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, aos jornalistas, na Assembleia da República.

Eurico Brilhante Dias anunciou que o PS vai propor aos grupos parlamentares e deputados únicos que a Assembleia da República acompanhe a recuperação dos efeitos da tempestade e reconstrução através de uma "aproximação multidisciplinar".

"A Assembleia da República sabe que há um conjunto de recursos públicos que serão necessários a afetar a essa recuperação, até no quadro do próprio Estado de Calamidade. A Assembleia da República deve desenvolver os maiores esforços para acompanhar e, naquilo que é o seu trabalho de legislar e fiscalizar, tornar esse trabalho o mais eficiente possível. É a nossa obrigação enquanto deputados", acrescentou.

Sobre a atuação do executivo PSD/CDS-PP o líder parlamentar do PS considerou que "o Governo tardou em estabelecer e em decretar o estado de calamidade, que era uma necessidade pedida pelos autarcas, que viram, constataram o grau de devastação" e deveria ter sido "acionado de imediato já ontem [quarta-feira]".

"Espero que isso não tenha consequências de maior. Foi decretado hoje, felizmente hoje já está", comentou, ressalvando que não é intenção do PS "criar neste momento grande divergência política".

Por outro lado, Eurico Brilhante Dias, deputado eleito pelo círculo de Leiria, defendeu que "as populações precisam de se sentir acompanhadas pelo Estado, pelas instituições" e que "muitas delas se sentem desacompanhadas no território, quando passaram mais de 24 horas sobre a intempérie".

"A senhora ministra da Administração Interna, como começa a ser um padrão, não se dirige aos portugueses, não procura informar, e hoje mesmo, ainda hoje mesmo temos populações que estão em particulares dificuldades, que estão isoladas no sentido em que não têm apoio direto, apesar de todo o esforço que os autarcas e que a Proteção Civil Local está a desenvolver", criticou.

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