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PSD Madeira acusa TAP de explorar e extorquir os madeirenses

Deputado argumentou que empresa subiu os preços no dia seguinte à publicação das alterações do subsídio de mobilidade de 130 euros para 388 euros.

09 de julho de 2026 às 14:16

O PSD/Madeira criticou esta quinta-feira o aumento dos preços nas viagens para a Madeira praticados pela TAP logo após a publicação do diploma das alterações do Subsídio Social de Mobilidade, acusando a transportadora de "extorsão" e "exploração" dos madeirenses.

"A TAP tem um historial de extorsão dos madeirenses", disse o deputado social-democrata numa intervenção no período de antes da ordem do dia, no plenário da Assembleia Legislativa da Madeira, no Funchal.

Para o eleito do PSD, "a TAP não tem problema em explorar famílias, emigrantes que querem vir à Madeira".

Bruno Melim argumentou que a empresa subiu os preços no dia seguinte à publicação das alterações do subsídio de mobilidade de 130 euros para 388 euros e acusou a transportadora de "encarecer uma mobilidade sem oferecer alternativas e respostas aos madeirenses".

"Os madeirenses estão a ser prejudicados porque a TAP não tem uma lógica de intervenção estatal direta", sublinhou.

Também considerou que a companhia deveria ter sido a primeira a retomar as ligações aéreas com a Venezuela, tendo o deputado social-democrata Carlos Fernandes complementado que a TAP tem-se "demitido das responsabilidades para com as comunidades".

"Foi anunciado que a TAP vai retomar ligações com Venezuela, o que não foi dito é se ligações aéreas marcadas e pagas entre Caracas e Funchal vão acontecer, como vão ficar estas ligações. Muitas pessoas estão à espera de uma resposta da TAP", acrescentou Carlos Fernandes.

Na sessão de hoje do plenário da Assembleia Legislativa da Madeira foi ainda aprovado, com a abstenção do PSD/CDS-PP e votos favoráveis dos restantes partidos (JPP, Chega e IL), um projeto de resolução da autoria do PS que recomenda ao Governo Regional a implementação do Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI) para pessoas com deficiência ou incapacidade na Madeira, tendo a deputada socialista Isabel Garcês declarado que "ainda há muito por fazer" nesta matéria.

A maioria PSD/CDS-PP rejeitou uma outra iniciativa legislativa do PS que sugeria ao executivo madeirense a criação de um plano regional de contingência para o abastecimento de combustíveis, com identificação de serviços prioritários, circuitos logísticos críticos, níveis mínimos operacionais de abastecimento, mecanismos de coordenação institucional e procedimentos de comunicação pública em situação de perturbação grave.

Também foi chumbado o projeto de resolução da bancada socialista, discutido na quarta-feira, que visava a alteração do regime jurídico do Programa de Recuperação de Imóveis Degradados (PRID) para determinar um aumento de 50% no apoio a conceder na sequência da crise habitacional generalizada.

Esta iniciativa contou com os votos contra do PSD/CDS-PP, abstenção da IL e votos a favor dos restantes partidos.

Um outro projeto de resolução da autoria do JPP, discutido na terça-feira, que insistia na recomendação ao Governo Regional para que seja elaborado um plano estratégico para o combate e controlo às pragas de ratos foi rejeitado pelo PSD/CDS-PP.

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