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PSD apresenta voto de protesto à TAP contra aumento do custo das viagens para a Madeira

Voto mereceu a concordância dos partidos da oposição, apesar de a companhia já ter revertido a decisão.

05 de novembro de 2025 às 11:27

O PSD apresentou esta quarta-feira, no parlamento madeirense, um voto de protesto à TAP pelo aumento do custo das viagens para a Madeira, que mereceu a concordância dos partidos da oposição, apesar de a companhia já ter revertido a decisão.

A TAP pretendia cobrar mais 30 euros por percurso nas ligações Madeira/Lisboa e Madeira/Porto, uma medida que foi repudiada pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP), na segunda-feira, quando dirigiu um ofício ao presidente do conselho de administração da companhia, Luís Rodrigues, apelando para que revertesse a decisão.

Na sessão plenária de hoje na Assembleia Legislativa Regional, o líder parlamentar social-democrata realçou que o voto de protesto em discussão "vale 60 euros" e "permitiu um recuo da TAP" que "é fundamental para os cidadãos".

Jaime Filipe Ramos elogiou a rápida reação do executivo madeirense e criticou a TAP, que "especula preços" e "sempre manteve uma política comercial agressiva com os madeirenses", sendo pública ou privada.

O líder parlamentar do JPP (o maior partido da oposição), Élvio Sousa, disse que achava que "ia ler palavras ariscas" contra o governo nacional, ao invés de "palavras fofinhas, moderadas, para não ferir o Governo da República, o pai da TAP".

O deputado do PS, Victor Freitas, acrescentou que esta "não é a primeira vez nem será a última que a TAP tenta este tipo de extorsão aos madeirenses e porto-santenses no Natal e Ano Novo" e a parlamentar do CDS-PP, Sara Madalena, acusou a companhia de "atirar o barro à parede para ver se cola".

Miguel Castro, do Chega, também manifestou concordância com o documento, mas apontou que a situação da reprivatização da TAP ainda não está esclarecida e insistiu que os milhões injetados pelo Estado terão de "voltar novamente para os bolsos dos portugueses".

O deputado único da IL, Gonçalo Maia Camelo, considerou que este voto deveria também "ser dirigido ao Governo da República enquanto acionista da TAP" e não apenas um protesto à companhia aérea.

"A Assembleia Legislativa exprime o seu vigoroso protesto perante a conduta objetivamente desrespeitosa da administração da TAP, que traduz uma desconsideração atroz para com os cidadãos da Madeira e do Porto Santo, tanto mais inadmissível num contexto em que os preços já se encontravam elevados", lê-se no texto.

Os deputados do PSD fazem também referência ao Governo da República, notando que, "enquanto acionista maioritário [...], não se pode demitir das suas responsabilidades de tutela".

"A mobilidade dos madeirenses não é um luxo, é, sim, uma obrigação do Estado e de quem por ele responde", é realçado no voto de protesto.

No período antes da ordem do dia, o deputado do PSD Bruno Melim, que fez a declaração política semanal, já tinha centrado o seu discurso a mobilidade aérea, criticando a TAP e o seu comportamento.

Para o deputado, a companhia, apesar de pública, age como um privado, e "é um fator de divisão e discórdia", apontando como inaceitável a tentativa de aumentar as viagens em 30 euros no período do Natal e da passagem de ano.

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