Nicolás Maduro apresentava-a frequentemente como uma mulher que nasceu numa fazenda de terra batida e que cresceu em bairros populares da capital.
Deputada na Assembleia Nacional da Venezuela pelo seu estado natal, Cojedes, Cilia Adela Gravidia Flores de Maduro tem uma relação com o líder venezuelano desde 1990, quando era advogada do então presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Cilia teve um papel fundamental na libertação de Chávez, em 1994, assim como depois de um novo golpe, em 2002, e fez parte do "núcleo de ferro" dos que defendiam a ideologia ligada ao ex-presidente.
Conhecida como "a primeira combatente", nome atribuído pelo próprio Maduro, Flores casou com o atual líder venezuelano em 2013. Antes, tinha sido casada com Walter Ramón Gavidia, um advogado com quem teve três filhos.
Foi eleita deputada da Assembleia Nacional pela primeira vez em 2000, tendo sido depois reeleita em 2005. Em 2012, foi nomeada procuradora-geral da Venezuela.
Em 2002, o ex-presidente venezuelano, Hugo Chávez, foi vítima de uma tentativa de golpe, onde Cilia Flores teve um papel fundamental o que lhe garantiu prestígio entre políticos e eleitores.
Na época, a primeira-dama era presidente do Comando Político da Revolução Bolivariana e fazia parte do Comando Tático para a Revolução.
Para além do papel de advogada, Flores consolidou-se como uma peça fundamental ao ocupar cargos como o de Procuradora-Geral da República.
Em 2006, tornou-se a primeira mulher a presidir o Legislativo, cargo que exerceu durante cinco anos.
No comando da Assembleia, ganhou fama de implacável por aplicar uma disciplina rigorosa que impediu deserções e ruturas maiores dentro do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) em momentos de crise.
Graduada pela Universidade Santa María, em Caracas, as suas raízes estão longe da elite intelectual.
Maduro apresentava-a frequentemente como uma mulher que nasceu numa fazenda de terra batida e que cresceu em bairros populares da capital. Nessas comunidades, a família de Cilia Flores teria sido alvo de cerco policial devido ao apoio inabalável ao movimento chavista desde o início.
Cilia Flores já foi acusada de nepotismo por pessoas que alegavam a contratação de parentes próximos para o seu gabinete. Defendeu-se ao dizer que era vítima de uma campanha de difamação.
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