Raimundo lamentou que, numa altura em que o país e o mundo enfrentam tantos problemas, a primeira preocupação do partido de André Ventura no quinzenal foram "os seus próprios lugares".
O secretário-geral do PCP acusou esta quinta-feira o Chega de ter como primeira preocupação os "próprios tachos e lugares" no sistema que "tanto jura combater", considerando que nos órgãos externos do parlamento se aplica "aquilo que se aplicou sempre".
"O que eu acho que é de registar e de sublinhar foi que esse tal partido que fala sempre contra os tachos e contra os lugares e contra o sistema, a primeira preocupação que levou ontem [quarta-feira] ao debate foi exatamente os seus próprios tachos e os seus próprios lugares no sistema", respondeu aos jornalistas Paulo Raimundo à saída da audiência com o Presidente da República, António José Seguro.
Segundo o líder comunista, "o Chega pode indicar quem quiser", mas "não pode determinar quem vai". "O resto é fazer hoje o que se fez sempre. Há uma lista de nomes, vai a votação na Assembleia da República e uns são eleitos e outros não são eleitos. É aplicar para este processo aquilo que se aplicou sempre", considerou.
Raimundo lamentou que, numa altura em que o país e o mundo enfrentam tantos problemas, a primeira preocupação do partido de André Ventura no quinzenal foram "os seus próprios lugares, nos órgãos do sistema que os eles tanto juram combater".
Entre as preocupações que o secretário-geral do PCP disse ter transmitido ao Presidente da República nesta primeira ronda de encontros depois da sua eleição, esta a situação do Serviço Nacional de Saúde, o acesso à habitação, e a "loucura para a qual o Governo decidiu arrastar o país, da guerra e do confronto em curso, por parte dos Estados Unidos e de Israel ao Irão".
"Tive a oportunidade de transmitir ao senhor Presidente que consideramos um erro esta obsessão do Governo e dos partidos que o comportam, o PSD e o CDS, mas também do Chega e IL, esta tentativa de imposição de meter pela janela aquilo que não conseguem abrir a porta, que é o pacote laboral", insistiu.
Raimundo referiu que, enquanto candidato presidencial, Seguro "fez um conjunto de declarações que certamente vai dar continuidade".
"Não tenho nenhuma dúvida sobre isso, o Presidente foi muito claro, muito frontal, nas declarações que fez e nos procedimentos que teve antes de ser eleito, e de certa forma reafirmados no seguimento da própria eleição", considerou.
Para o líder comunista, "não há nada que justifique alterar para pior uma lei laboral que precisa ser alterada para melhor e não para pior".
"O Presidente voltou a colocar a ideia de que está a analisar um procedimento do ponto de vista da procura de soluções que considera serem necessárias para a saúde. Aquilo que afirmámos foi que nós não ficaremos fora desse debate", disse, questionado sobre o pacto para a saúde proposto pelo novo chefe de Estado durante o período eleitoral.
De acordo com Raimundo, o Presidente da República "não avançou em nenhum elemento concreto, apenas avançou a ideia de que vai dar início a esse processo".
"Cá estaremos para acompanhar e para contribuir, naturalmente, como temos feito sempre. (...) A ideia com que fiquei é que o senhor Presidente quer dar, de facto, andamento a esse processo, que também envolve os partidos", assegurou, considerando que a "questão fundamental é como é que se salva o Serviço Nacional de Saúde".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.