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Raimundo afirma que Governo "está aflito e sabe que está derrotado" no pacote laboral

Posição foi deixada por Paulo Raimundo numa intervenção no encerramento da XI Assembleia da Organização Regional de Beja, que decorreu em Serpa.

07 de junho de 2026 às 23:17

O secretário-geral do PCP considerou este domingo que a greve geral de quarta-feira "isolou o Governo" na defesa das alterações à lei laboral, que agora "está aflito e sabe que está derrotado".

Esta posição foi deixada por Paulo Raimundo numa intervenção no encerramento da XI Assembleia da Organização Regional de Beja, que decorreu em Serpa.

Numa intervenção de cerca de 30 minutos, o secretário-geral comunista voltou a referir-se à greve geral de quarta-feira, considerando que "foi tão forte e com um impacto tão forte, que tiveram que soltar tudo aquilo que têm no seu discurso e na sua ação contra a greve".

"Puseram a carne toda no assador. Veio o discurso do ódio contra os sindicatos, contra os trabalhadores e um agastado e velho reacionário discurso anticomunista, do mais bafiento que já ouvimos", disse, defendendo que quanto mais atacam os sindicatos, "mais gente se vai sindicalizar, e quanto mais atacarem o partido dos trabalhadores, mais trabalhadores se vão militar" no PCP.

Paulo Raimundo afirmou que "a greve isola o Governo apressado, com medo, um Governo que tem tanto de arrogante como de cobardia" e voltou a acusar o executivo liderado por Luís Montenegro, como já tinha feito no sábado, de ter marcado a discussão do pacote laboral no Parlamento "de forma apressada, à má fila", demonstrando que "está aflito e sabe que está derrotado".

"Agora é preciso continuar a luta para que o pacote seja definitivamente derrotado", salientou o secretário-geral comunista, defendendo que "não é tempo de ficar à espera de nada".

"Não é tempo de ficar à espera da Assembleia da República, nem muito menos de ficar à espera de partidos cata-vento, partidos de cambalhotas, partidos cuja sua palavra é menos firme, é menos firme do que um pacote de manteiga lá fora ao sol. Sim, estou a falar desse partido Chega, esse partido de cambalhotas. Não é tempo de ficar à espera de outros, é tempo dos trabalhadores, ombro a ombro, unidos, derrotarem de vez, com a sua luta e só com a sua luta, o pacote laboral", afirmou.

Raimundo deixou também um apelo: "Dia 18 de junho, aquando da discussão na Assembleia da República, lá estaremos todos, todos para pressionar essa discussão, todos para mostrar a força de quem trabalha. Dia 18 de junho, todos à Assembleia da República para pressionar e para derrotar o pacote laboral" e "para não permitir manobras, cambalhotas e golpadas".

O secretário-geral do PCP acusou também o Governo de "fraude" e de ter "peito feito com os mais fracos", mas estar "vergado perante os mais fortes".

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