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Rui Rio contra “clube de amigos” no PSD

Novo presidente dos sociais-democratas promete liderança “firme” mas não “populista”.

14 de janeiro de 2018 às 01:30

Rui Rio, o ex-autarca do Porto, é o senhor que se segue no PSD, sucedendo a Passos Coelho. No discurso de vitória, o 18º líder dos sociais- -democratas mergulhou no passado para recordar que "o PSD não foi fundado para ser um clube de amigos nem foi pensado para ser uma agremiação de interesses individuais".

Passavam poucos minutos das 23h00 quando Rio entrou na sala, completamente cheia de apoiantes, para a primeira declaração como presidente eleito do PSD. Logo a começar, agradeceu a Pedro Santana Lopes "a generosidade e empenho com que se candidatou a estas eleições, permitindo um confronto de ideias que valorizou a vitória". E frisou que estas eleições diretas permitiram "dinamizar o debate interno como há muito não se via".

Rui Rio foi eleito com 54% dos votos dos militantes, mas apenas com mais 3637 votos do que o rival. Recordando as motivações que levaram Francisco Sá Carneiro a criar o PSD, enumerou a "solidariedade social", a "igualdade de oportunidades" e o "crescimento e desenvolvimento" para sublinhar que "é esse o ADN do PSD". "A bússola que sempre o orientou e que vou continuar a perseguir como meta", destacou.

Ao Governo, o ex-autarca garantiu que "terá na nova liderança do PSD uma oposição firme e atenta, mas nunca demagógica ou populista" e ao Presidente da República Rio assegurou "a lealdade que os princípios éticos a todos nos impõem e a colaboração institucional que o País precisa". Recorde-se que, no passado, a relação entre Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio foi bastante conflituosa.

O agora líder social-democrata não esqueceu o antecessor, dizendo que "na história deverá ficar registado o agradecimento a Passos Coelho, que tirou o País da bancarrota."

Santana não afasta novos combates 

Foi ao lado da mulher, Dina, que Pedro Santana Lopes entrou na sala para assumir a derrota nas eleições diretas do PSD, com uma diferença de menos de quatro mil votos para Rui Rio, garantindo estar "calmo, sereno e descontraído" e lamentando ter chegado tarde à disputa pela liderança.

"Espero que Portugal fique bem servido com esta escolha", atirou Santana Lopes. Sobre o futuro, o antigo primeiro-ministro não fechou a porta a novos combates políticos. Usou, aliás, uma frase do socialista Salgado Zenha, muitas várias vezes citada por Mário Soares, para dizer que "só é derrotado quem desiste de lutar".

Sem nunca referir a unidade do partido, Santana pediu também aos próximos dirigentes que se dediquem "à coesão territorial" do País.

"Saio de bem comigo e com os outros"

Passos Coelho, que está de saída da liderança do partido, foi ontem o primeiro a votar, logo após a abertura das urnas: "Saio de bem comigo e com os outros", sublinhou à saída da sala onde votou, em Lisboa. "Não há duas sem três, espero que o PPD/PSD vá para a terceira vitória consecutiva em legislativas, espero que a próxima seja com maioria absoluta", desejou.

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