Líder da IL defende que as propostas do PS "são mais do mesmo" e as do PSD mudam "pouco o país".
O líder da Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, considerou esta terça-feira que faltou coragem e ambição no debate televisivo de segunda-feira entre o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, e o presidente do PSD, Luís Montenegro.
"Naquela mesa faltou ambição, faltou coragem para mudar realmente país e o país não tem mais tempo. Nós não podemos continuar a adiar as reformas, não podemos continuar a adiar a esperança de termos um país diferente, onde os jovens podem ficar, onde encontram a possibilidade de crescer pelo seu trabalho, onde os portugueses têm a possibilidade de fazer a sua vida tendo mais dinheiro no bolso", afirmou.
Falando aos jornalistas numa ação de pré-campanha eleitoral que decorreu esta terça-feira no Mercado dos Lavradores, no Funchal, Rui Rocha defendeu que a "solução para o país" não esteve presente naquele debate, argumentando que as propostas do PS "são mais do mesmo" e as do PSD mudam "pouco o país".
"Eu tenho usado vários exemplos, mas um que me parece muito importante é o seguinte: alguém que hoje em dia tem 40 anos de idade e ganha 1.500 euros brutos, o PS diz às pessoas: vamos manter, em 2024, exatamente o IRS que existe. [...]O PSD dá 5 euros a mais no final do mês às pessoas, a Iniciativa Liberal dá 109 euros a mais a essa pessoa", sustentou.
Questionado sobre o facto de Pedro Nuno Santos ter afirmado que estava disposto a viabilizar um Governo da Aliança Democrática (coligação que junta PSD, CDS-PP e PPM), Rui Rocha considerou que é "muito importante" que os responsáveis políticos transmitam essa clareza e "digam ao país que cenários viabilizam e que cenários não viabilizam".
"A posição de Pedro Nuno Santos está registada, a da Iniciativa Liberal é a de que não viabiliza governos do PS, porque o nosso programa é mesmo muito diferente. Porque temos 21 anos de governação do PS nos últimos 30 anos, que conduziu o país à estagnação, a crescimentos económicos muito baixos, à emigração dos nossos jovens, a um país envelhecido, a um país com bolsas de pobreza que não conseguimos ainda resolver", disse.
Relativamente à manifestação de polícias à porta do Capitólio na quarta-feira à noite, enquanto decorria o debate, o líder da IL manifestou "total compreensão pela insatisfação" daqueles profissionais, mas notou que "não são admissíveis formas de manifestação não autorizadas".
Rui Rocha realçou ainda que, ao contrário de partidos como o Chega, PCP, BE e Livre, não concorda com o direito à greve para as polícias, advogando que "a atividade criminal em dia de greve dos polícias aumentaria significativamente, como já se viu noutros países onde isso aconteceu".
"E, portanto, nós não podemos brincar com a segurança dos portugueses. Defender o direito à greve dos polícias é uma irresponsabilidade e põe a segurança dos portugueses em causa", reforçou.
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