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Chefe de Estado português encontrou-se esta sexta-feira, durante mais de uma hora, com duas dezenas de empresários portugueses e lusodescendentes na Chancelaria da Embaixada de Portugal no Luxemburgo.
O Presidente da República disse esta sexta-feira esperar um reforço político, comercial e tecnológico na relação com o Luxemburgo e, questionado sobre os problemas dos emigrantes no país, prometeu escutá-los.
"Venho dar um abraço em nome de Portugal a todos os portugueses que residem e trabalham aqui no Luxemburgo e também, através deles, àqueles que o fazem noutros cantos do mundo, quer na Europa, quer noutros continentes. São portugueses que, mesmo longe da pátria, nunca deixaram Portugal para trás", afirmou António José Seguro aos jornalistas, no final de uma reunião com empresários portugueses no Luxemburgo.
O chefe de Estado português encontrou-se esta sexta-feira, durante mais de uma hora, com duas dezenas de empresários portugueses e lusodescendentes na Chancelaria da Embaixada de Portugal no Luxemburgo, primeiro ponto da sua visita ao país que marca o arranque das comemorações do Dia de Portugal e se estende até domingo, dividida entre contactos institucionais e encontros com a comunidade portuguesa.
"Nós precisamos de aumentar essa cooperação, precisamos de internacionalizar as nossas empresas e o Luxemburgo é um país de bom acolhimento do investimento português", salientou, apontando boas "possibilidades de cooperação" na área tecnológica e até do espaço.
António José Seguro recordou que a sua visita Luxemburgo tem como motivo primeiro a escolha do país para, pela primeira vez, acolher as comemorações oficiais do Dia de Portugal, tendo sido depois convidado pelo Grão-Duque para uma visita oficial, durante a qual terá encontros com os principais responsáveis políticos do país.
"Tenho uma grande expectativa que, no final desta visita ,haja um reforço político, comercial e tecnológico da cooperação entre os dois países", disse.
Seguro disse ainda ficar "muito feliz" por o primeiro-ministro se juntar a si, no sábado à tarde, depois de Luís Montenegro participar hoje na cimeira UE-Balcãs, em Montenegro.
Questionado sobre as queixas dos emigrantes portugueses no país, nomeadamente de dificuldades em votar ou no ensino do português, o chefe de Estado deixou uma garantia.
"Em primeiro lugar, vou escutá-los, vou ouvi-los, é esse o primeiro dever do Presidente da República. O segundo é que não há nenhum problema que não possa ser resolvido, uns mais rapidamente, outros que levam mais o seu tempo", disse.
Neste ponto, voltou a referir que estará acompanhado pelo chefe do Governo que "tem o poder executivo em Portugal".
"Será ele o primeiro a responder a essas perguntas, que estou certo, encontrarão soluções", disse.
À chegada à chancelaria, António José Seguro tinha à sua espera um emigrante que reside no Luxemburgo há 20 anos e lhe pediu um autógrafo numa bandeira nacional.
"Queria um autógrafo seu", pediu Pedro Teixeira, que já tem assinaturas do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e do futebolista Cristiano Ronaldo, entre muitos outros.
"Com muito gosto, vou escrever aqui no verde da esperança", respondeu António José Seguro.
O emigrante apelou ao Presidente que faça algo por Portugal e que aprenda também com o Luxemburgo, onde reside desde 2007.
"É isso que nós fazemos na vida, aprender uns com os outros", disse Seguro.
Aos jornalistas, Pedro Teixeira prometeu que ainda tentará pedir um autógrafo ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e deixou várias queixas.
"Vim para cá em 2007, à procura de novas oportunidades, com 40 anos. Felizmente, estou reformado pelo Luxemburgo, infelizmente não estou reformado por Portugal, Portugal devia aprender na saúde, transportes e um bocadinho de tudo", apelou.
O emigrante manifestou algum desencanto com os políticos portugueses, relatando, por exemplo, que nunca conseguiu votar nas eleições presidenciais desde que está no Luxemburgo, porque lhe dizem que não está nos cadernos.
Nas últimas presidenciais, no Luxemburgo venceu André Ventura, por 52%, apesar de António José Seguro ter vencido a eleição na segunda volta contra o líder do Chega por quase 67% dos votos.
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