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Seguro promete ponderar comemorações do Dia de Portugal de 2027 na região de Leiria

Pedido foi feito pelo Presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria.

09 de abril de 2026 às 19:50

O Presidente da República prometeu esta quinta-feira ponderar o pedido do presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, Jorge Vala, que solicitou que as comemorações do Dia de Portugal, no ano de 2027, decorram naquele distrito.

"Fica para sua excelência o convite da Região de Leiria, dos 10 autarcas da Região de Leiria, para fazer as comemorações do Dia de Portugal no ano de 2027 na Região de Leiria", referiu o autarca.

O pedido de Jorge Vala surgiu depois de António José Seguro ter depositado uma coroa de flores no Memorial às Vítimas dos Incêndios de 2017, na Estrada Nacional 236-1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, que homenageia as 115 vítimas mortais dos fogos de junho e outubro desse ano.

A ocasião serviu ainda para o presidente da CIM da Região de Leiria entregar contributos para o PTRR -- Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência.

"Queremos solicitar o seu magistério de influência no sentido de nós podermos continuar a ter visibilidade, porque este território é muito resiliente, as pessoas são únicas, têm estado a fazer tudo para reconstruir a nossa região, mas precisamos de ajuda para voltar a ter uma região como tínhamos no dia 27 de janeiro", indicou.

Jorge Vala, que é também presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, sublinhou que os municípios afetados pelo mau tempo precisam da ajuda do Estado português e que as seguradoras sejam "mais ágeis".

"Precisamos, sobretudo, que o país não esqueça esta tragédia e que saiba aprender, tornando esta região, que vai com certeza ter novos ataques, novas guerras com o clima. Que não esqueça a importância que tem de sermos mais resilientes na reconstrução", sustentou.

No seu entender, ninguém perdoará se dentro de três, quatro ou cinco anos houver outra tempestade Kristin e "voltar tudo ao chão como foi desta vez".

"Portanto, peço ao senhor Presidente da República que olhe para esta região com a sua magistério de influência", reiterou.

Seguro prometeu ter em conta as reivindicações dos autarcas e entregar uma cópia ao Ministro da Administração Interna, Luís Neves, que também esteve presente no memorial.

Ao quarto dia da Presidência Aberta, Seguro já tinha passado pelo concelho de Pombal, onde almoçou com a população das Meirinhas e visitou algumas empresas.

Para Belém leva de oferta uma peça em cerâmica da CERCIPOM - Cooperativa de Educação, Reabilitação, Capacitação e Inclusão de Pombal, um capacho (tapete), bem como um avental do Festival da Fava, um evento gastronómico para o qual foi convidado a marcar presença no seu 10.º aniversário, que terá lugar dentro de dois anos.

"Levo as Meirinhas no coração", disse o chefe de Estado à saída do almoço, onde um grupo de crianças o esperava para o saudar.

Nesta freguesia deixou três placas descerradas, a primeira no Salão das Coletividades e as outras duas na fábrica de telhas Umbelino Monteiro e na empresa Adelino Duarte da Mota, esta última com um sistema de cogeração, com produção de energia para autoconsumo mas também para exportação, que acabou por servir mais de 150 habitações que ficaram sem eletricidade por causa do mau tempo.

Aos seus proprietários, António José Seguro pediu para lhe fazerem chegar algum contexto sobre esta área, bem como alguns dos constrangimentos legais com que se debatem.

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