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Seguro quer nova cultura política com acordos de longo prazo

Presidente da República saudou o Governo e o PS "pelo caminho de aproximação" para a viabilização do Orçamento Estado para 2027.

06 de outubro de 2026 às 01:30

O Presidente da República apelou na segunda-feira a "uma nova cultura política" que estabeleça compromissos de longo prazo entre os partidos políticos. “Precisamos de soluções duradouras e de capacidade para as aplicar. (...) Agir sobre o curto prazo com uma ideia de futuro para Portugal obriga a políticas públicas que se apliquem em várias legislaturas”, alertou António José Seguro, no seu primeiro discurso enquanto chefe de Estado, nas cerimónias da Implantação da República.

“Não podemos estar sempre a voltar ao início, só porque se mudou uma legislatura. Os partidos políticos, os parceiros sociais e outros atores da sociedade têm de entender-se sobre os caminhos fundamentais para o nosso desenvolvimento. Não há tempo a perder”, reiterou o Presidente da República, considerando que as “soluções tradicionais” para resolver os problemas já não são suficientes. Seguro aproveitou a ocasião para saudar o Governo e o PS “pelo caminho de aproximação” que tem sido feito para que seja possível viabilizar o Orçamento do Estado para 2027. Desafiou ainda os outros partidos a seguirem este “caminho de compromisso” nesta e outras matérias legislativas. “Resolver os problemas das pessoas é a melhor cura para as ameaças dos extremismos”, apontou.

Na tribuna, a ouvir os recados do chefe de Estado, encontrava-se o primeiro-ministro, Luís Montenegro, acompanhado pelo presidente da Assembleia da República, Aguiar-Branco, e pelo autarca de Lisboa, Carlos Moedas. Já na plateia estavam líderes partidários, nomeadamente o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, deputados, ministros e o ex-Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, entre outros convidados.

No fim do discurso, que durou cerca de 15 minutos, António José Seguro rejeitou a ideia de que “já não há nada para fazer” e recordou Jorge Palma, citando-o: “Ai Portugal, Portugal. De que é que tu estás à espera? Tens um pé numa galera, e outro no fundo do mar. Enquanto ficares à espera, ninguém te pode ajudar”, declarou, acrescentando que “esta é a hora de avançar”.

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