Augusto Santos Silva diz não querer "em Portugal pessoas que possam constituir uma ameaça"

Ministro dos Negócios Estrangeiros considera "muito complexa" a questão de cidadãos portugueses com ligações aos 'jihadistas'.
Por Lusa|18.02.19
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O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou esta segunda-feira "muito complexa" a questão de cidadãos portugueses com ligações aos 'jihadistas', porque o Estado deve prestar proteção aos nacionais, mas não quer em Portugal "pessoas que possam constituir uma ameaça".

No final de uma reunião de chefes de diplomacia da União Europeia, em Bruxelas, Augusto Santos Silva confirmou que um dos pontos abordados, no quadro da discussão sobre a Síria, foi o apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos países europeus, para repatriarem e julgarem os seus combatentes do grupo extremista Estado Islâmico (EI) detidos na Síria, algo que os chefes de diplomacia da UE advertiram que "não será tão fácil" de resolver.

"Isto não se resolve com facilidade, isto não é uma questão apenas de fazer umas declarações", comentou Santos Silva, sublinhando que "esta situação é muito complexa" pois há que equacionar variáveis como o dever de prestar proteção consular a cidadãos nacionais, mas tendo em conta também a segurança nacional e obrigações que cabem aos países membros da União Europeia, NATO e da coligação internacional anti-Daesh (acrónimo em árabe do EI).

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