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Souto Moura diz que foi mal interpretado

O Procurador-Geral da República (PGR), Souto Moura, reconheceu, esta segunda-feira, um mandato "conturbado e com processos complicados", mas que "se fosse agora contrataria 200 assessores de imagem e 300 de imprensa".

02 de outubro de 2006 às 19:58

"Não vou culpar a comunicação social, mas a verdade é que era esperado à porta de casa por jornalistas que, depois, me criticavam por ter dito uma simples frase que era interpretada de outra maneira", afirmou Souto Moura, na Universidade do Minho, no final de uma conferência perante dezenas de professores e alunos.

O Procurador, que se escusou a adiantar o teor do encontro, terça-feira, com o Presidente da República, Cavaco Silva - a seu pedido - disse que tem "facilidade em transformar certos momentos difíceis num sorriso" e sublinhou a propósito da demora na conclusão do inquérito ao caso 'Envelope 9': "O que digo é que agi, sempre, com dois objectivos: Fazer com que o Estado de Direito e a Lei se aplicassem a todos os cidadãos, sem excepção, e com que os procuradores do Ministério Público (MP) fossem tratados como magistrados."

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