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Torres Vedras pede que Presidente 'pressione' Governo no processo do novo hospital do Oeste

Moção aprovada pela assembleia municipal reafirma "necessidade urgente de o Governo tomar uma decisão definitiva sobre a localização e perfil assistencial do novo hospital do Oeste" e "manifestada a preocupação pela ausência de resposta política" pelo Governo.

25 de junho de 2026 às 20:02

A Assembleia Municipal de Torres Vedras aprovou esta quinta-feira uma moção a pedir a intervenção do Presidente da República no processo de definição urgente da localização e do perfil assistencial do novo hospital do Oeste pelo Governo.

Os deputados municipais vão solicitar uma audiência ao Presidente da República "com o objetivo de expor a situação de bloqueio e indefinição que continua a marcar este processo, sensibilizando-o para a necessidade de uma solução urgente", segundo a moção apresentada pelo PS e aprovada por maioria.

A assembleia vai remeter ao Presidente da República a documentação relativa ao processo.

Na moção, é "reafirmada a necessidade urgente de o Governo tomar uma decisão definitiva sobre a localização e perfil assistencial do novo hospital do Oeste" e "manifestada a preocupação pela ausência de resposta política" pelo Governo.

"Esta indefinição prolongada penaliza os cidadãos e compromete a necessidade de reorganização da rede hospitalar regional", é referido na moção.

Em dezembro, a Assembleia Municipal de Torres Vedras aprovou uma primeira moção a solicitar uma reunião com o primeiro-ministro sobre o novo hospital do Oeste, exigindo "uma decisão célere e definitiva" do Governo no mesmo sentido.

Contudo, o primeiro-ministro remeteu a resposta para o Ministério da Saúde, sem que "até à presente data seja conhecido qualquer desenvolvimento concreto dessa diligência", existindo uma "ausência de resposta", sublinha a moção agora aprovada.

Há mais de duas décadas que o Oeste aguarda pelo novo hospital" para a região Oeste, recordam os deputados municipais.

Durante a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 12 de outubro, num jantar-comício nas Caldas da Rainha, o primeiro-ministro e líder do PSD afirmou que o Governo suspendeu "o processo que estava em curso para aprofundar a avaliação sobre a construção do hospital do Oeste", assegurando que "a decisão será a que resultar do processo de avaliação aprofundado, fundamentado com todas as consequências".

Já depois, numa reunião da comissão parlamentar da Saúde, o secretário de Estado da Saúde disse que todo o processo está em avaliação.

O equipamento deverá ter como área de influência as Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã.

Em 2023, o então ministro da Saúde, Manuel Pizarro (PS), anunciou que o novo hospital do Oeste seria construído na Quinta do Falcão, no Bombarral, no distrito de Leiria, tendo em conta a sua centralidade em relação aos concelhos que vai servir e a dimensão do terreno que permitia a expansão da nova unidade, se tal fosse necessário.

A escolha do Bombarral foi ainda sustentada em critérios de acessibilidade, como a proximidade à saída 11 da autoestrada 8 (que atravessa todo o Oeste) e à estação do caminho-de-ferro.

O novo hospital deverá substituir as unidades das Caldas da Rainha e de Peniche, no distrito de Leiria, e de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, e servir cerca de 300 mil habitantes destes concelhos e dos de Bombarral, Cadaval e Lourinhã.

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