Infraestruturas de Portugal precisou que "estão a ser finalizados os projetos de execução e os processos contratuais.
A reparação dos danos causados pelo mau tempo na Linha do Oeste, entre Torres Vedras e Mafra, no distrito de Lisboa, vão iniciar-se até ao final do mês, informou esta sexta-feira a Infraestruturas de Portugal (IP).
No troço entre Mafra e Torres Vedras, "que envolve 17 ocorrências e as situações geotécnicas mais complexas, foi já concluída a caracterização técnica, a mobilização de equipamentos e realização de sondagens e elaborados os estudos prévios relativos a todas as intervenções", informou a IP.
A empresa precisou que "estão a ser finalizados os projetos de execução e os processos contratuais, prevendo-se que todas as obras se possam iniciar até ao final do corrente mês".
Questionada pela agência Lusa sobre a reparação dos danos causados nesta linha ferroviária pelas tempestades que assolaram a região no final de janeiro e início de fevereiro, a IP esclareceu que os trabalhos se encontram em diferentes fases, "consoante a complexidade das intervenções".
No troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, "que envolve oito intervenções, foram já concluídos os projetos de execução e os processos de contratação, estando as obras a decorrer", precisou.
Em 08 de junho a Comissão para a Defesa da Linha do Oeste (CPDLO) emitiu um comunicado em que considerava "uma vergonha" que, mais de quatro meses após a tempestade Kristin, metade da Linha do Oeste continuasse sem comboios e exigia ao Governo investimentos na sua reparação.
A comissão questionava que obras estavam de facto a ser feitas "para pôr a circular os comboios entre Caldas da Rainha e Meleças" e criticava os atrasos na reparação dos danos em locais como Outeiro da Cabeça, no concelho de Torres Vedras (distrito de Lisboa e no Pinhal (entre Óbidos e A-da-Gorda), no distrito de Leiria.
"Por este andar, os nove meses [previstos pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, poucos dias após as intempéries para serem reparados os danos e retomada a circulação ferroviária] esgotam-se sem que as obras relativas aos danos das intempéries fiquem feitas e muito menos ficarão as referentes à modernização e eletrificação do troço Caldas da Rainha/Meleças", criticava a CPDLO no comunicado.
A IP reagiu às críticas esclarecendo que após a suspensão da circulação, determinada "para salvaguarda da segurança de pessoas e bens, foi efetuado um levantamento exaustivo das ocorrências, o que permitiu caracterizar com rigor as situações e priorizar os pontos mais críticos, criando assim a base técnica para o dimensionamento e definição das soluções estruturais adequadas".
No troço entre Caldas da Rainha e Louriçal, "as intervenções necessárias à reabertura da linha foram concluídas poucas semanas após as intempéries e o serviço ferroviário foi retomado".
Nos restantes a IP diz estar a trabalhar para que "todas as obras se possam desenvolver com segurança, previsibilidade e de acordo com as soluções técnicas mais adequadas", estando a afetação de meios "a ser intensificada à medida que mais intervenções têm transitado das fases de projeto e contratação para a fase de obra".
Na resposta enviada à Lusa, a empresa sublinha que "qualquer decisão de reabertura será sempre suportada por critérios técnicos rigorosos, garantindo que a retoma da circulação ocorre de forma segura, sustentada e compatível com os níveis de serviço exigidos".
Neste sentido, está previsto que a reabertura ocorra por troços, como já aconteceu entre Caldas da Rainha e Louriçal, devendo os percursos Torres Vedras - Caldas da Rainha e Mafra -- Malveira ser os próximos a reabrir, seguindo-se Malveira - Torres Vedras.
A Linha do Oeste liga a estação de Agualva-Cacém, na Linha de Sintra, à estação de Figueira da Foz, no distrito de Coimbra.
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