‘Rei dos tecidos’ foi “mentor da fraude”
Procurador pede seis anos de cadeia para Serafim Martins.
O procurador do Ministério Público do Tribunal de São João Novo, no Porto, considerou ontem que ficou provado que Serafim Martins, dono da Feira dos Tecidos, lesou o Estado em 7,3 milhões de euros, através de um esquema de fuga ao Fisco que passou pela criação de empresas fictícias em Espanha. O magistrado pediu, por isso, uma pena de seis anos de prisão para o empresário.
"O senhor Serafim foi o mentor da fraude, estava no topo da pirâmide. Para levar a cabo este esquema foram criadas várias empresas, que embora tivessem outros gerentes eram controladas pelo senhor Serafim", disse o procurador durante as alegações finais.
Para outros cinco arguidos, a maioria funcionários da Feira dos Tecidos, o Ministério Público pediu penas entre os três e os quatro anos de prisão. "Existem neste processo provas que sustentam a acusação. As escutas telefónicas, por exemplo, foram importantes", acrescentou ainda o magistrado do Ministério Público, que salientou o facto de Serafim Martins ter um Porsche Panamera e viver num luxuoso apartamento na Foz.
Já Artur Marques, advogado que defende Serafim Martins, pediu a absolvição do empresário. O causídico considerou que não ficaram provados os crimes pelos quais o arguido, que está em prisão preventiva, se encontra atualmente a ser julgado.
"A acusação de associação criminosa é descabida e quanto à fraude fiscal não existem provas. Nem sequer se apurou com rigor qual foi o exato valor do prejuízo", disse o advogado.
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