Defesa de Saltão contra perícias
Corpo de idosa assassinada foi desenterrado e radiografado.
A defesa de Ana Saltão, a inspetora da PJ acusada de matar a avó do marido, desvalorizou os resultados práticos da perícia a que foi esta quarta-feira sujeito o cadáver da idosa assassinada em 2012, em Coimbra.
"Não vai ditar a sorte do processo porque a diligência não vai permitir saber a trajetória das munições que foram disparadas", referiu a advogada Mónica Quintela, que acompanhou a exumação do cadáver no cemitério da Conchada.
Os restos mortais da idosa foram transportados para o Instituto de Medicina Legal, onde o corpo foi radiografado durante mais de quatro horas.
A diligência pretende esclarecer o número de projéteis que atingiram a vítima. O exame permitirá localizar balas que eventualmente tenham ficado alojadas no corpo e que a autópsia não detetou. A perícia não foi feita na altura devido a uma avaria no equipamento.
Quatro anos e cinco meses após o crime, os restos mortais de Filomena Gonçalves, de 80 anos, foram desenterrados e de novo sujeitos a perícias, cujos resultados serão entretanto apresentados ao tribunal.
Para Mónica Quintela a diligência "não seria necessária", mas os juízes do Supremo Tribunal de Justiça, que ordenaram a repetição do julgamento de Ana Saltão, têm dúvidas e querem ver a questão esclarecida.
Absolvida em primeira instância, a inspetora foi depois condenada a 17 anos pelo Tribunal da Relação. O julgamento vai ser repetido. A primeira audiência está marcada para 22 de maio no tribunal de Coimbra.
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