Defesa de Saltão contra perícias

Corpo de idosa assassinada foi desenterrado e radiografado.

27 de abril de 2017 às 08:35
Coimbra, exumação, vítima, cemitério, restos mortais, Filomena Gonçalves, assassinato, homicídio, crime, Cemitério da Conchada, Ana Saltão, inspectora da pj Foto: Direitos Reservados
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Ana Saltão, defesa, julgamento, idosa, exumação, Mónica Quintela, avó, morte, crime, Filomena Gonçalves, crime Foto: Ricardo Almeida
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Tribunal da Relação de Coimbra, Ana Saltão, repetição, julgamento, crime, lei e justiça, justiça e direitos Foto: Ricardo Almeida
Foto: Ricardo Almeida
Ana Saltão, PJ Foto: Ricardo Almeida

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A defesa de Ana Saltão, a inspetora da PJ acusada de matar a avó do marido, desvalorizou os resultados práticos da perícia a que foi esta quarta-feira sujeito o cadáver da idosa assassinada em 2012, em Coimbra.

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"Não vai ditar a sorte do processo porque a diligência não vai permitir saber a trajetória das munições que foram disparadas", referiu a advogada Mónica Quintela, que acompanhou a exumação do cadáver no cemitério da Conchada.

Os restos mortais da idosa foram transportados para o Instituto de Medicina Legal, onde o corpo foi radiografado durante mais de quatro horas.

A diligência pretende esclarecer o número de projéteis que atingiram a vítima. O exame permitirá localizar balas que eventualmente tenham ficado alojadas no corpo e que a autópsia não detetou. A perícia não foi feita na altura devido a uma avaria no equipamento.

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Quatro anos e cinco meses após o crime, os restos mortais de Filomena Gonçalves, de 80 anos, foram desenterrados e de novo sujeitos a perícias, cujos resultados serão entretanto apresentados ao tribunal.

Para Mónica Quintela a diligência "não seria necessária", mas os juízes do Supremo Tribunal de Justiça, que ordenaram a repetição do julgamento de Ana Saltão, têm dúvidas e querem ver a questão esclarecida.

Absolvida em primeira instância, a inspetora foi depois condenada a 17 anos pelo Tribunal da Relação. O julgamento vai ser repetido. A primeira audiência está marcada para 22 de maio no tribunal de Coimbra.

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