Vítimas indiretas dos fogos excluídas de lista
Famílias de três pessoas que morreram estranham omissões.
A lista oficial das vítimas provocadas pelos incêndios de 15 de outubro, no Norte e Centro do País, tem 45 nomes, mas há pessoas que perderam a vida durante os fogos e que não foram contabilizadas pelo Governo. São as chamadas vítimas indiretas. Os familiares reclamam a entrada desses nomes na lista e exigem ser indemnizados. Na sexta-feira, o Parlamento aprovou um pacote de 186 milhões de euros para combate e prevenção, onde se inserem 62 milhões para indemnizações pelas mortes e feridos graves.
Familiares pedem inclusão de vítimas indiretas na lista oficial
"Desde o primeiro momento que sinalizámos três mortos nos incêndios", refere José António Jesus, presidente da Câmara Municipal de Tondela, alertando para a morte de Joaquim Marques da Costa, que deve integrar a lista oficial das vítimas dos fogos de outubro.
Situação idêntica aconteceu em Oliveira de Frades, onde Aristides Rocha, 94 anos, morreu após um AVC quando as chamas cercaram a aldeia de S. Vicente de Lafões. "Nunca foi considerado uma vítima dos incêndios", disse o presidente da Câmara, Paulo Ferreira. A família defende que tem de ser indemnizada, frisando que "o Estado é responsável pela segurança das populações".
Em Penacova, Maria Encarnação Oliveira, 85 anos, refugiou-se em casa da sobrinha, na aldeia de Castinçal. Não havia eletricidade e a idosa caiu nas escadas de acesso à cave e morreu. A sobrinha, Manuela Cordeiro, estranha que não esteja incluída na lista.
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