Mulher obrigada a emigrar para fugir de ex-marido agressor

Passou a perseguir a vítima após saber que esta tinha uma nova relação amorosa. Espancou-a e atirou-lhe faca.

15 de julho de 2018 às 01:30
Violência doméstica Foto: iStockphoto
Mulhere agredida Foto: Ricardo Cabral

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Divorciado da mulher com a qual esteve casado durante 17 anos, nunca se conformou com a separação. Após ter terminado a suspensão de uma pena de dois anos e um mês de prisão por violência doméstica contra a vítima, o arguido teve conhecimento de que esta tinha uma nova relação amorosa e começou a persegui-la diariamente. Tentou entrar várias vezes na casa da ‘ex’, em Lousada - enquanto esta dormia -, e espancou-a em diversas ocasiões. O terror só terminou quando a vítima emigrou.

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O agressor, um servente da construção civil de 46 anos, está acusado de violência doméstica, dano e violação de domicílio. Está com pulseira eletrónica e já a ser julgado em Penafiel. Refere o processo, consultado pelo CM, que numa das vezes, a 15 de dezembro do ano passado, o agressor surpreendeu a ex-mulher em casa, espancou-a com murros e pontapés, arrastou-a pelos cabelos para a impossibilitar de pedir socorro e atirou-lhe uma faca ao corpo - que só não a atingiu porque um dos filhos de ambos, de 11 anos, gritou e alertou a mãe.

A vítima ainda se refugiou no interior de uma casa de banho e o menor tentou afastar o homem da mãe. A vítima foi depois transportada para o hospital, com vários ferimentos.

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Em pelo menos outras duas situações, o arguido partiu vidros na casa da vítima de forma a aterrorizá-la. "Quis lesar a saúde física e mental da ofendida, assim como a sua autoestima. Provocou-lhe mal-estar psicológico", pode ler-se na acusação.

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