Presidente de Turismo do Porto e Norte detido até conhecer medidas de coação

Outros quatro arguidos da Operação Éter foram libertados.

23 de outubro de 2018 às 21:27
Melchior Moreira, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal Foto: Direitos Reservados
Melchior Moreira, presidente Foto: Direitos Reservados
Manuela Couto, publicitária Foto: Direitos Reservados

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O presidente do Turismo do Porto e do Norte, Melchior Moreira, vai aguardar pelas medidas de coação detido. Melchior Moreira foi detido pela PJ do Porto na Operação Éter, de combate à corrupção. 

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Os restantes quatro arguidos vão aguardar em liberdade. São eles Manuela Couto - mulher do presidente da Câmara de Santo Tirso - que é administradora da W Global Communication (antiga Mediana), Isabel Castro, diretora operacional do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Gabriela Escobar, jurista daquela entidade, e João Agostinho, um empresário de Viseu. 

Em causa estarão ajustes diretos realizados nos últimos dois a três anos que ultrapassam um total de cinco milhões de euros.

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Segundo fonte policial, os ajustes diretos eram concedidos por valores muito acima do mercado e, por vezes, sem que o serviço fosse prestado.

A investigação centrada no Turismo do Porto e Norte "determinou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de quadros dirigentes, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto", avançou a PJ na quinta-feira.

Com esse esquema, pretendia-se "favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular", referiu a polícia.

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À Lusa, fonte policial disse que em causa estão crimes de corrupção, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influências, recebimento indevido de vantagem e participação económica em negócio em procedimentos de contratação pública no Norte do país.

Na operação policial realizaram-se 11 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, nas regiões de Porto, Gaia, Matosinhos, Lamego, Viseu e Viana do Castelo, e estiveram envolvidos 50 elementos da PJ, incluindo inspetores e peritos informáticos, financeiros e contabilísticos.

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