Manobra acrobática provocou queda fatal para piloto

Eduardo Ferreira, de 49 anos, morreu após o paramotor se despenhar em Alvor.

02 de novembro de 2018 às 01:30
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Foi no dia 20 de maio deste ano que Eduardo Ferreira, de 49 anos, perdeu a vida, após o seu parapente motorizado se despenhar em Alvor, Portimão.

Agora, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) revela que um dos fatores que terá contribuído para o acidente foi a execução de "acrobacias perto do chão".

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O piloto, que era muito experiente e instrutor da modalidade, teve morte imediata.

"A investigação determina como causa provável do acidente uma falha no controlo da asa pelo piloto em relação à distância ao solo numa volta apertada pela esquerda, em que embateu violentamente com o pé direito no solo perdendo de seguida o controlo do paramotor", refere o relatório do GPIAAF, a que o CM teve acesso.

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Os técnicos apontam como fatores com influência no acidente as "acrobacias perto do chão com a execução de manobras íngremes", bem como a "altura insuficiente" para recuperar de uma descida "após uma falha na estimativa da trajetória de aproximação ao solo".

Não foi detetada falha mecânica ou estrutural pré-acidente. O motor "estava sob potência significativa no momento do impacto".

PORMENORES

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Voo de treino

O piloto realizava "um voo de treino", que consistia "em efetuar algumas figuras acrobáticas a baixa altitude", diz o relatório. O paramotor caiu junto ao campo de futebol de Alvor.

Morte imediata

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A autópsia determinou que Eduardo Ferreira "morreu instantaneamente de extensas lesões traumáticas generalizadas devido ao impacto".

Prevenção de acidentes

O GPIAAF salienta que o referido "relatório foi preparado, somente, para efeitos de prevenção de acidentes".

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