Manobra acrobática provocou queda fatal para piloto
Eduardo Ferreira, de 49 anos, morreu após o paramotor se despenhar em Alvor.
Foi no dia 20 de maio deste ano que Eduardo Ferreira, de 49 anos, perdeu a vida, após o seu parapente motorizado se despenhar em Alvor, Portimão.
Agora, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) revela que um dos fatores que terá contribuído para o acidente foi a execução de "acrobacias perto do chão".
O piloto, que era muito experiente e instrutor da modalidade, teve morte imediata.
"A investigação determina como causa provável do acidente uma falha no controlo da asa pelo piloto em relação à distância ao solo numa volta apertada pela esquerda, em que embateu violentamente com o pé direito no solo perdendo de seguida o controlo do paramotor", refere o relatório do GPIAAF, a que o CM teve acesso.
Os técnicos apontam como fatores com influência no acidente as "acrobacias perto do chão com a execução de manobras íngremes", bem como a "altura insuficiente" para recuperar de uma descida "após uma falha na estimativa da trajetória de aproximação ao solo".
Não foi detetada falha mecânica ou estrutural pré-acidente. O motor "estava sob potência significativa no momento do impacto".
PORMENORES
Voo de treino
O piloto realizava "um voo de treino", que consistia "em efetuar algumas figuras acrobáticas a baixa altitude", diz o relatório. O paramotor caiu junto ao campo de futebol de Alvor.
Morte imediata
A autópsia determinou que Eduardo Ferreira "morreu instantaneamente de extensas lesões traumáticas generalizadas devido ao impacto".
Prevenção de acidentes
O GPIAAF salienta que o referido "relatório foi preparado, somente, para efeitos de prevenção de acidentes".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt