Produção das cerejas de Penajoia sobe 40%
Clima permitiu, este ano, aumento da qualidade e quantidade do fruto doce que cresce junto ao Douro.
"Os meus pais já foram comerciantes de fruta. Há 15 anos eu abracei também a agricultura e atualmente a produção da cereja é a principal fonte de rendimento da minha família." No pomar de Armando Ferreira, em Penajoia, Lamego, começa-se cedo a apanhar o fruto vermelho que, por estes dias, é vendido nas ruas e nas lojas de todo o País. Nesta região, a produção subiu 40% face ao ano anterior.
Ali, a cereja é a principal fonte de rendimento para muitas famílias, mas falta quem queira fazer aquele trabalho no campo. "Não é fácil arranjar mão de obra para a apanha deste fruto porque é um trabalho bastante minucioso. A cereja tem de chegar ao consumidor com o pé e mesmo o toque ao apanhá-la tem de ser suave para não a estragar", explicou ao CM o produtor, de 48 anos.
Este ano, há mais cerejas em Penajoia e a qualidade é elevada, o que é bom para o consumidor, que compra um produto melhor e mais barato. Já para o produtor, esta situação acaba por ser prejudicial, já que os preços são mais baixos.
"A nossa cereja tem a particularidade de ser muito doce e muito suculenta. O microclima que se faz sentir no rio Douro faz com que a cereja tenha um sabor especial. A produção, este ano, aumentou 40% face ao ano passado e tem muita qualidade porque tem sido um ano generoso a nível de clima", indicou Ricardo Simões, da Associação de Produtores de Cereja de Penajóia (AMIJÓIA).
Para divulgar o fruto doce, fica o convite para uma visita à Montra da Cereja de Penajoia, que será realizada no próximo fim de semana, na avenida Dr. Alfredo de Sousa, em Lamego.
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