População revoltada com mau cheiro de fossa
Moradores da aldeia de Soalheiras reclamam há vários anos sem obter resposta.
Há quase 15 anos que José Gardete tenta em vão que a Câmara de Idanha-a-Nova repare a fossa sética que serve a aldeia de Soalheiras, na freguesia de Rosmaninhal.
A estrutura terá sido construída no final dos anos 80 do século passado e, segundo o emigrante de 76 anos, "não foi bem feita e nunca teve manutenção".
"Quando chove, os esgotos transbordam, e quando está calor não se pode estar com o mau cheiro e os mosquitos. Sempre que enche, a fossa descarrega para uma ribeira", descreve, ao mostrar a reclamação que fez ao Parque Natural do Tejo Internacional em 2012 e a recomendação deste organismo à Câmara de Idanha reconhecendo a degradação da estrutura e sugerindo a sua reparação.
A casa de Maria de Jesus, 76 anos, é a mais afetada pelo mau cheiro no verão. "É insuportável e desesperante. Temos de nos fechar em casa e mesmo assim não conseguimos escapar", assegura a reformada.
Pior do que o mau cheiro e os mosquitos, denuncia Carlos Neves, "é a falta de segurança para as crianças e para os animais que bebem da ribeira. Uma das entradas da fossa esteve anos coberta com uma palete de madeira e foi uma sorte nunca lá ter caído ninguém. Mas já morreram raposas, quase uma centena de pombos e até um cão por, suspeitamos, terem consumido água do ribeiro".
Confrontada pelo CM, a câmara explicou que desconhece a situação, mas enviou uma equipa à aldeia.
A palete de madeira que cobria a entrada da fossa foi substituída por uma tampa mais adequada, mas não foi feita qualquer outra intervenção na estrutura.
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