Condutor dispara sobre patrulha de militares da GNR em Coimbra

Grupo que atacou guardas já tinha sido intercetado horas antes.

17 de junho de 2019 às 08:06
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Os disparos contra a patrulha da GNR, na madrugada de sábado, em Cernache, Coimbra, terão sido feitos pelo próprio condutor da viatura atacante - ainda em fuga, segundo testemunhas do ataque. Já o dono do carro foi, ainda no sábado, identificado depois de se ter apresentado na PSP de Peniche. Disse que já tinha vendido o veículo e, após ser ouvido pela PJ, foi libertado.

A viatura terá sido abordada pelas autoridades, horas antes dos disparos contra o carro-patrulha, na zona da Figueira da Foz. Os agentes terão verificado que o condutor não tinha carta e terá fornecido uma identificação falsa, tendo-o notificado para se apresentar em tribunal. Horas depois, ao ser abordado pela GNR, no IC2, fugiu. Mas inverteu a marcha e, quando se cruzou com a patrulha, fez os disparos.

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A sucessão de agressões e ataques a elementos das autoridades levaram este domingo dezenas de elementos da PSP e da GNR a concentrarem-se junto aos Hospitais da Universidade de Coimbra, em solidariedade com os militares feridos - o guarda principal Hugo Pires ficou com um projétil alojado no maxilar e continua internado; o cabo Pedro Carvalho já teve alta.

Houve também manifestações em Lisboa e Setúbal. A ação foi ainda de protesto contra "o silêncio da tutela" perante os casos de agressão. Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, negou que haja cada vez mais elementos feridos em serviço.

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O relatório anual de Segurança Interna indica que, em 2018, houve 1159 casos, sendo que, em 2017, foram 265.

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