"Faleceu praticamente nas minhas mãos": Diana Fialho precisou de acompanhamento psiquiátrico após morte da avó adotiva

Mãe de Iuri Mata chorou em tribunal e garantiu que se vai manter ao lado do filho.

09 de julho de 2019 às 09:05
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16h10  - Próxima sessão ficou marcada para a próxima sexta-feira, dia 12 de julho. Professora primária de Diana vai ser ouvida e serão feitas as alegações finais. 

16h05 - A arguida mantém-se ocupada no Estabelecimento de Tires. "Trabalho desde novembro de 2018",  afirma Diana que faz atualmente tapetes de Arraiolos. "Tenho contrato fixo porque não tenho meios de subsistência na prisão", alega a arguida.

16h00 - "Quando ela faleceu passei muito mal porque era com quem eu passava a maior parte do tempo e foi com a avó materna que aprendi tudo. Foi um grande choque porque faleceu praticamente nas minhas mãos e ainda hoje ressinto isso", conta Diana Fialho. 

15h57 - Diana só deixou a medicação aos 20 anos. A jovem atualmente não recebe visitas no Estabelecimento de Tires.

15h56 - Aos 14 anos, Diana precisou de acompanhamento psiquiátrico devido à morte da avó adotiva, mãe de Amélia Fialho. Aos 18 anos voltou a precisar porque não conseguia terminar o curso. Acabou por ser novamente medicada.

15h55 - Diana também responde às questões do juiz. Teve acompanhamento psiquiátrico quando tinha 14 anos e depois aos 18 anos. 

15h51 - Juiz questiona que visitas tem Iuri no Estabelecimento Prisional do Montijo. O arguido responde que as visitas são mãe, avó, irmã, tia e amigo. 

15h43 - Iuri ganhava 250 euros da bolsa de estudo por mês. Depois do curso trabalhou em dois estágios que conseguiu na zona. Ganhou 100 euros. Trabalhou depois como operário fabril na Isidoro em 2018.  

15h33 - Recomeça a segunda parte da 2ª sessão do julgamento de Iuri Mata e Diana Fialho. Iuri está a responder às questões do juiz presidente sobre a vida laboral após o curso. 

11h51 - Orlanda começa a chorar e pede desculpa ao tribunal: "Visito-o duas vezes por semana e sempre lá estarei até Deus me dar

forças. Muitos amigos o vão ver". 

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"Terá sempre o apoio da família a 100%, mesmo que seja condenado. O meu filho tem já um plano para se inserir na sociedade", acrescenta.

11h47 - "Nunca foi conflituoso, era apaziguador de brigas", continua mãe de Iuri que acaba por chorar em tribunal. 

11h43 - Mãe de Iuri Mata, Orlanda Mata, está a testemunhar. Afirma que sempre foi um "miúdo sociável e querido". Mulher nega que o filho vivesse às custas de Amélia. 

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"Ganhou bolsa de estudo do primeiro ao último ano. 90 euros de propinas e o resto ainda me ajudava. Não fazia gastos desnecessários. O meu filho é a pessoa mais amiga do amigo", afirma.

11h29 - "Era uma depressão intensa, acentuada, disso sou testemunha", alega a médica.

11h23- Médica psiquiátrica testemunha. Alega que Iuri já tinha tido episódios de depressão. Na altura, Iuri estava com dificuldade em acabar o curso de contabilidade em que andava e tinha dificuldade em concentrar-se. Foi tratado com medicação, mas depois deixou de a tomar.

10h50 - "Quando as coisas começaram a correr mal, a Amélia disse-me que estava a pensar alterar o testamento", revela a amiga da professora assassinada. 

10h40 - A amiga da Amélia revela que desconfiou de Diana e Iuri logo no início. Esta, Diana e Iuri deslocaram-se à PSP para dar conta do desaparecimento de Amélia. Após a ida às autoridades, Iuri terá dito: "Oh professora, se ela tiver mesmo, mesmo desaparecido, como é que chegamos às coisas dela?!".

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10h30 - Professora reformada, amiga de Amélia Fialho, ouvida em tribunal. Mulher garante que a relação de Diana com a mãe adotiva se deteriorou após o início do namoro com Iuri Mata. "Quando a Diana e o Iuri começaram a namorar começaram os problemas. A Amélia andava sempre muito nervosa, de cabeça perdida", conta.

O Tribunal de Almada dá esta terça-feira sequência ao julgamento de Diana Fialho e Iuri Mata, o casal acusado pelo Ministério Público de matar Amélia, 59 anos, mãe adotiva da arguida, no Montijo, em setembro de 2018. 

A sessão tem início às 9h30. Às 9h00, Diana Fialho já havia chegado ao tribunal, mas ainda se aguardava pela chegada de Iuri Mata. Espera-se a audição de mais duas amigas de Amélia Fialho.

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Recorde-se que a vítima foi drogada e morta à martelada em casa, carregada para um carro e queimada num descampado. A 10 de maio, o juiz Carlos Delca decidiu levá-los a julgamento. 

Sublinhou que existem "indícios mais do que suficientes", como o cadáver encontrado, as imagens de Diana e Iúri (mulher e marido) a comprar gasolina e isqueiro, o sangue na casa onde residiam os três e o ADN da vítima nas roupas do casal.

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