Militar da GNR falta ao serviço e deixa A1, A14 e A17 sem vigilância
Deveria substituir patrulha que levou órgão de urgência.
Deixou o serviço de patrulha duas horas antes de terminar o turno e, por isso, a A1, a A14 e a A17 ficaram sem qualquer tipo de vigilância por parte das autoridades.
O militar, atualmente na reserva, mas que trabalhava no posto de trânsito da GNR da Mealhada, está a ser julgado no Tribunal de São João Novo, no Porto, por ter abandonado o serviço.
A acusação refere que o arguido deveria ter substituído os colegas de patrulha das três autoestradas que precisaram de deixar esse serviço para efetuar o transporte urgente de um órgão para transplante de Coimbra para o Porto. Em audiência, o arguido diz que não cometeu nenhum crime a 18 de fevereiro de 2018. "Estava convencido que não estava a cometer qualquer ilegalidade."
O militar explicou que naquele dia, antes do turno, tinha cumprido quatro horas de serviço gratificado e que, nessas circunstâncias era habitual "encurtar o tempo de trabalho de oito para seis horas". Ontem, referiu ainda ao coletivo de juízes que naquele horário havia mais patrulhas - uma das quais fez o transporte do órgão de urgência.
Porém, os militares apenas poderiam deixar o serviço com "autorização expressa" do comandante. O arguido diz que lhe ligou, mas que aquele não atendeu.
"Mandou-me uma mensagem e eu respondi depois. Não lhe dei autorização para sair. Aliás, os militares só podem sair após eu ponderar todas as circunstâncias. Neste caso ficaram os troços de três autoestradas sem qualquer vigilância", referiu o comandante.
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